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	<title>APOLLO Archives - My Neurologia</title>
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		<title>Resultados do estudo clínico de fase III APOLLO com a terapêutica de ARNi experimental patisiran publicados no New England Journal of Medicine</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Jul 2018 16:48:04 +0000</pubDate>
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<p>A<a href="http://www.alnylam.com/" target="_blank" rel="noopener"> Alnylam</a> anunciou, no último dia 9 de julho, que os resultados do estudo principal do ensaio de fase III APOLLO com patisiran foram publicados online no <a href="https://www.nejm.org/" target="_blank" rel="noopener">The New England Journal of Medicine</a> (NEJM). Como principal conclusão, a investigação demonstrou que patisiran melhorou os níveis de polineuropatia, a qualidade de vida, as atividades quotidianas, a locomoção, o estado nutricional e os sintomas autonómicos, quando comparando com o placebo, em doentes com amiloidose hereditária mediada pela transtirretina (ATTRh), uma doença inevitavelmente progressiva e geralmente fatal. O artigo completo, “Patisiran, an RNAi Therapeutic, for Hereditary Transthyretin Amyloidosis,” integrou a edição 5 de julho de 2018 do NEJM.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span id="more-197"></span></p>
<p>O tratamento com patisiran também teve efeitos favoráveis nos parâmetros de avaliação exploratórios da estrutura e da função cardíaca em doentes com envolvimento cardíaco. Adicionalmente, a frequência e a gravidade dos acontecimentos adversos (AA) foram semelhantes, tanto nos doentes que receberam patisiran, como nos doentes que receberam placebo, com exceção de edema periférico e de acontecimentos relacionados com a perfusão, os quais foram maiores nos doentes tratados com patisiran e, de um modo geral, apresentaram uma gravidade ligeira a moderada.</p>
<p>“A publicação dos resultados do estudo APOLLO pelo NEJM atesta a relevância e o potencial terapêutico da terapêutica de RNAi experimental em doentes com amiloidose ATTRh”, refere a Dr.ª Teresa Coelho, médica neurologista, responsável da Unidade Clínica de Paramiloidose do Hospital de Santo António, Centro Hospitalar do Porto, e co-autora do artigo.</p>
<p>“Nos doentes incluídos no estudo observou-se uma melhoria, não só da sua qualidade de vida, mas também nas manifestações de neuropatia, em comparação com a progressão da doença observada nos doentes que receberam placebo em apenas 18 meses. Em alguns doentes registou-se mesmo uma paragem na progressão ou reversão da doença durante o período em que decorreu o estudo”.</p>
<p>“A publicação dos resultados do estudo APOLLO no NEJM realça o potencial para o benefício clínico e o robusto perfil de segurança do patisiran, e reforça o forte potencial terapêutico deste medicamento experimental para pessoas que vivem com amiloidose ATTRh”, refere o Prof. Doutor David Adams, coordenador do centro nacional de referência para a PAF e neuropatias raras, Bicêtre Hospital, Greater Paris University Hospitals, AP-HP, investigador principal do ensaio APOLLO e principal autor do artigo.</p>
<p>“Na realidade, observamos uma melhoria nas manifestações de neuropatia e na qualidade de vida na maioria dos doentes tratados com patisiran, sendo que alguns doentes apresentaram evidências de paragem da progressão ou reversão da neuropatia durante o estudo, incluindo uma transição de de uma marcha com apoio para uma marcha sem apoio. A ampla e internacional população de doentes recrutados para o estudo APOLLO é característica do vasto espectro da doença observado na prática clínica, apoiando a relevância dos potenciais efeitos benéficos de patisiran para doentes de todo o mundo que sofrem com esta doença progressiva e geralmente fatal”, acrescenta.</p>
<p>A publicação do estudo APOLLO apresenta evidências robustas da capacidade do patisiran para tratar uma ampla gama de manifestações clínicas da amiloidose ATTRh e os seus efeitos incapacitantes. Comparativamente com o placebo, os dados do APOLLO mostraram que o tratamento com patisiran resultou em melhorias importantes e clinicamente significativas na medição da polineuropatia, e da qualidade de vida.</p>
<p>Adicionalmente, quando comparando com o início do tratamento, foram demonstradas evidências notáveis de reversão de manifestações da doença, por melhorias no parâmetro de avaliação primário, a pontuação mNIS+7 (uma medida composta da polineuropatia) e no parâmetro de avaliação secundário, Norfolk QOL-DN (um questionário sobre a qualidade de vida), na maioria dos doentes após 18 meses de tratamento com patisiran.</p>
<p>Foram também observados efeitos significativos na força muscular, nas atividades do quotidiano, na marcha, no estado nutricional e nos sintomas autonómicos, nos doentes tratados com patisiran comparativamente com o placebo. Além disso, os doentes tratados com patisiran com evidência ecocardiográfica de envolvimento amiloide cardíaco no início do estudo demonstraram efeitos favoráveis nos parâmetros de avaliação exploratórios da estrutura e função cardíaca comparativamente com o placebo.</p>
<p>Uma menor proporção de doentes aleatorizados para receberem patisiran em vez de placebo descontinuaram o tratamento (7% versus 38 %) e descontinuaram o estudo (7% versus 29%). A incidência e gravidade dos AA, a frequência dos AA graves (AAG) e as mortes foram semelhantes nos doentes tratados com patisiran e nos doentes tratados com placebo. Comparativamente com o placebo, o tratamento com patisiran foi associado a menos descontinuações do tratamento (5% versus 14 %) devido a AA. Os AA que ocorreram mais frequentemente com patisiran comparativamente com o placebo foram: edema periférico (30% versus 22%) e reações relacionadas com a perfusão (RRP; 19% versus 9%), sendo que ambos tiveram uma gravidade ligeira a moderada. As RRP diminuíram ao longo do tempo e levaram à retirada do estudo de um doente (0,7%).</p>
<p>Durante o estudo, não foram observadas alterações clinicamente relevantes nos valores laboratoriais relacionados com o tratamento com patisiran, incluindo os valores da contagem de plaquetas e da função hepática e renal.</p>
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