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	<title>Especial Enxaqueca Archives - My Neurologia</title>
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	<description>Plataforma multimédia dirigida à comunidade médica da área da neurologia e outros profissionais de saúde envolvidos no tratamento das doenças do foro neurológico.</description>
	<lastBuildDate>Tue, 16 Jun 2026 13:52:55 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Especial Enxaqueca Archives - My Neurologia</title>
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		<title>Integração da investigação na prática clínica: como combater a desvalorização das cefaleias?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 14:46:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especial Enxaqueca]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Conciliar a prática clínica e a investigação é um desafio crescente, mas Aurora Costa, da Unidade Local de Saúde (ULS) de Braga, acredita que é possível, principalmente através de estudos de vida real. Em entrevista durante a Reunião da Primavera da Sociedade Portuguesa de Cefaleias (SPC) — onde as apresentações foram realizadas no âmbito da [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Conciliar a prática clínica e a investigação é um desafio crescente, mas <strong>Aurora Costa</strong>, da Unidade Local de Saúde (ULS) de Braga, acredita que é possível, principalmente através de estudos de vida real. Em entrevista durante a Reunião da Primavera da Sociedade Portuguesa de Cefaleias (SPC) — onde as apresentações foram realizadas no âmbito da divulgação dos trabalhos que decorrem da iniciativa “Outside the Brain Box”, um projeto da SPC com o apoio da Organon —, a profissional defendeu que esta conciliação é necessária para combater a desvalorização de patologias como a enxaqueca. Confira a entrevista. </p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="AURORA COSTA" src="https://player.vimeo.com/video/1193560557?h=31e2f3b0ef&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
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<p class="wp-block-paragraph">A profissional explicou que conciliar a prática clínica e a investigação é sempre desafiante, visto que a exigência do dia a dia na consulta é cada vez maior, e a investigação exige tempo para a criação de protocolos e para a sua aplicação. No entanto, é fundamental fazer este equilíbrio, extraindo informação valiosa, muitas vezes através de estudos de vida real, mesmo durante a consulta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aurora Costa, em conversa com a News Farma, alertou que as cefaleias ainda são muito desvalorizadas pelo próprio doente que se apresenta na consulta: é recorrente as queixas já terem vários anos, traduzindo-se numa dor não tratada.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste sentido, iniciativas como “Outside the Brain Box” revelam-se essenciais, permitindo conhecer outros centros e perceber como funcionam, criando uma ligação entre os vários profissionais de saúde. A troca de conhecimento permite identificar o que pode estar a falhar na prática clínica, garantindo um tratamento eficaz e combatendo a desvalorização da patologia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foi durante o mês de maio que a Reunião da Primavera da Sociedade Portuguesa de Cefaleias marcou lugar na cidade de Tomar.</p>
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		<title>Cefaleias: unir diferentes realidades clínicas é o caminho para garantir o melhor para o doente</title>
		<link>https://myneurologia.pt/especial-enxaqueca/cefaleias-unir-diferentes-realidades-clinicas-e-o-caminho-para-garantir-o-melhor-para-o-doente/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 14:45:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especial Enxaqueca]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Carla Morgado, interna de Neurologia na Unidade Local de Saúde (ULS) de Braga, sublinhou que a cooperação institucional é fundamental para a realização de estudos mais complexos e abrangentes sobre os doentes acompanhados na consulta de Neurologia. Para a profissional, que esteve presente na Reunião da Primavera da Sociedade Portuguesa de Cefaleias (SPC) — onde [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong>Carla Morgado</strong>, interna de Neurologia na Unidade Local de Saúde (ULS) de Braga, sublinhou que a cooperação institucional é fundamental para a realização de estudos mais complexos e abrangentes sobre os doentes acompanhados na consulta de Neurologia. Para a profissional, que esteve presente na Reunião da Primavera da Sociedade Portuguesa de Cefaleias (SPC) — onde as apresentações foram realizadas no âmbito da divulgação dos trabalhos que decorrem da iniciativa “Outside the Brain Box”, um projeto da SPC com o apoio da Organon —, a investigação clínica é inerente à atividade do médico e crucial para novos tratamentos, apesar do constrangimento de ter de ser conciliada com a atividade clínica assistencial. Veja o vídeo. </p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="CARLA MORGADO" src="https://player.vimeo.com/video/1193560367?h=3184f39f1b&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Após ver a apresentação de vários trabalhos de investigação, Carla Morgado reforçou que é vital desenvolver estes projetos para melhor caracterizar a população&nbsp;de doentes e desenvolver novas terapias, o que virá a ajudar os doentes seguidos diariamente.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A colaboração e partilha de trabalho com outros profissionais de saúde de diferentes instituições são muito importantes, pois permitem obter conhecimento de outras realidades clínicas. Esta interação tem como objetivo garantir o “melhor para o nosso doente”, permitindo implementar na instituição práticas clínicas que se revelem benéficas noutras regiões do país.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tomar acolheu a Reunião da Primavera da Sociedade Portuguesa das Cefaleias no mês de maio.</p>
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		<title>Cefaleias na gravidez, doenças genéticas raras e neuroestimulação em debate na Reunião da Primavera da Sociedade Portuguesa de Cefaleias</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 14:42:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especial Enxaqueca]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em entrevista à News Farma sobre a sessão de comunicações orais e casos clínicos que aconteceu durante a Reunião da Primavera da Sociedade Portuguesa de Cefaleias (SPC), Liliana Pereira, da Unidade Local de Saúde (ULS) Almada-Seixal, destacou a variedade de temas abordados e a importância da colaboração entre especialistas, tal como a procura por conhecimento [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Em entrevista à News Farma sobre a sessão de comunicações orais e casos clínicos que aconteceu durante a Reunião da Primavera da Sociedade Portuguesa de Cefaleias (SPC), <strong>Liliana Pereira</strong>, da Unidade Local de Saúde (ULS) Almada-Seixal, destacou a variedade de temas abordados e a importância da colaboração entre especialistas, tal como a procura por conhecimento fora dos métodos tradicionais. A sessão foi muito participativa, abordando desde os tratamentos mais inovadores até às abordagens de casos raros. Assista à entrevista. </p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="LILIANA PEREIRA" src="https://player.vimeo.com/video/1193559358?h=d87e319988&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A sessão que se dedicou a apresentações orais permitiu abordar uma grande diversidade de temas. Foram discutidas doenças raras nas grávidas, que exige tratamentos limitados devido à segurança materna e fetal, e doenças genéticas raras, como a enxaqueca hemiplégica familiar tipo 2. O leque de temas incluiu ainda doenças inflamatórias ou relacionadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um ponto de interesse clínico foi a apresentação de um neuroestimulador que Liliana Pereira salientou por ser minimamente invasivo e removível ao fim de alguns dias.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda em entrevista, a especialista frisou a importância da entreajuda entre pares e da colaboração internacional. Mencionou como exemplo um autor japonês, a trabalhar na Irlanda, que colaborou com colegas portugueses para partilhar o seu trabalho, o qual poderá ser eventualmente aplicado em Portugal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Liliana Pereira, é crucial salientar a necessidade de criar pontes e de “ir beber um bocadinho à sabedoria de outras culturas”, reconhecendo que nem toda a informação está presente nos livros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Reunião da Primavera da Sociedade Portuguesa de Cefaleias realizou-se em Tomar, nos dias 8 e 9 de maio.</p>
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		<item>
		<title>Desafio de unir realidades diferentes resulta em estudo promissor sobre o tratamento da enxaqueca</title>
		<link>https://myneurologia.pt/especial-enxaqueca/desafio-de-unir-realidades-diferentes-resulta-em-estudo-promissor-sobre-o-tratamento-da-enxaqueca/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 14:41:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especial Enxaqueca]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Sara Varanda, da Unidade Local de Saúde (ULS) de Braga, partilhou a sua primeira experiência como orientadora de um projeto no âmbito da iniciativa “Outside the Brain Box” — um projeto da Sociedade Portuguesa de Cefaleias com o apoio da Organon —, descrevendo-a como “incrível”. O trabalho, cujas apresentações integraram a partilha dos projetos que [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Sara Varanda</strong>, da Unidade Local de Saúde (ULS) de Braga, partilhou a sua primeira experiência como orientadora de um projeto no âmbito da iniciativa “Outside the Brain Box” — um projeto da Sociedade Portuguesa de Cefaleias com o apoio da Organon —, descrevendo-a como “incrível”. O trabalho, cujas apresentações integraram a partilha dos projetos que decorrem desta iniciativa, envolveu participantes de hospitais com realidades distintas e focou-se numa análise económica das vantagens dos anticorpos monoclonais para o tratamento da enxaqueca. A especialista destacou a importância de uniformizar as diferentes realidades dos centros e sublinhou as vantagens da articulação entre os membros da equipa. Veja o vídeo. </p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="SARA VARANDA" src="https://player.vimeo.com/video/1193559355?h=cdd1fbdd6e&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A médica referiu que o principal desafio enfrentado foi uniformizar a posição dos participantes, visto que os mesmos são de “realidades muito diferentes e têm entraves distintos nos seus locais de trabalho”. A equipa enfrentou ainda dificuldades no recrutamento de participantes para o estudo e na adequação do papel de cada um no trabalho final.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em contrapartida, as vantagens foram significativas. Conhecer pessoas de locais diferentes e a articulação da equipa foram aspetos positivos, visto que o projeto começou a fluir de forma independente assim que os participantes se conheceram e definiram os seus objetivos. Sara Varanda realçou ainda que a principal vantagem é o facto de terem concluído a apresentação do estudo, com a esperança de conseguirem publicá-lo um dia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A especialista sublinhou a relevância deste tipo de projetos, uma vez que Portugal está a “arrancar com estudos de vida real dos doentes com enxaqueca”. Estas iniciativas facilitam o “paralelismo entre aquilo que está publicado internacionalmente” e a aproximação à realidade portuguesa, o que traz muitas vantagens aos doentes. O trabalho permitiu perceber as dificuldades que os doentes enfrentam, nomeadamente “os gastos que têm com analgésicos e os gastos que têm em consultas privadas no âmbito da enxaqueca”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tomar acolheu a Reunião da Primavera da Sociedade Portuguesa de Cefaleias entre 8 e 9 de maio.</p>
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		<item>
		<title>Das bases genéticas à inteligência artificial no futuro das cefaleias </title>
		<link>https://myneurologia.pt/especial-enxaqueca/das-bases-geneticas-a-inteligencia-artificial-no-futuro-das-cefaleias/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 14:39:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especial Enxaqueca]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Para um balanço da mais recente edição da Reunião da Primavera da Sociedade Portuguesa de Cefaleias (SPC) — onde foram dados a conhecer os trabalhos que decorrem da iniciativa “Outside the Brain Box”, um projeto da SPC com o apoio da Organon —, Filipe Palavra, presidente da instituição, falou com a News Farma e sublinhou [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Para um balanço da mais recente edição da Reunião da Primavera da Sociedade Portuguesa de Cefaleias (SPC) — onde foram dados a conhecer os trabalhos que decorrem da iniciativa “Outside the Brain Box”, um projeto da SPC com o apoio da Organon —, <strong>Filipe Palavra</strong>, presidente da instituição, falou com a News Farma e sublinhou o caráter eclético do evento, desenhado para ser relevante para múltiplos profissionais de saúde, desde a investigação fundamental à clínica. O programa científico deu particular destaque à investigação translacional e à necessidade da instituição funcionar como uma plataforma de lançamento de múltiplos estudos. Assista ao depoimento.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="FILIPE PALAVRA" src="https://player.vimeo.com/video/1193559357?h=da4c652d45&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">O programa científico da reunião iniciou com uma mesa dedicada à investigação fundamental, translacional e em genética nas cefaleias.&nbsp; Um dos principais destaques foi a apresentação formal dos trabalhos resultantes do programa “Outside the Brain Box”. Esta iniciativa permitiu a internos de várias instituições nacionais realizar estudos multicêntricos de natureza eminentemente clínica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A relevância clínica e a multidisciplinaridade do encontro foram garantidas pela oportunidade de “fazer alguma translação para outras especialidades que connosco colaboram na abordagem clínica de pessoas com queixas de cefaleia”. Houve ainda um espaço para refletir sobre a importância da inteligência artificial (IA) na gestão das queixas de cefaleia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Filipe Palavra sublinhou que a Sociedade deve atuar como uma plataforma de lançamento de múltiplos estudos de investigação. Para tal, é crucial levar as perguntas da prática clínica para o laboratório e vice-versa, um aspeto fundamental para garantir uma linha de produção científica que continue a projetar o nome de Portugal além-fronteiras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Reunião da Primavera da Sociedade Portuguesa das Cefaleias aconteceu em Tomar, entre os dias 8 e 9 de maio.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Enxaqueca: o principal custo manifesta-se na vida diária dos doentes</title>
		<link>https://myneurologia.pt/especial-enxaqueca/enxaqueca-o-principal-custo-manifesta-se-na-vida-diaria-dos-doentes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 14:36:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especial Enxaqueca]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em entrevista para o Especial Enxaqueca sobre os desafios da investigação científica em Portugal — realizada no âmbito da apresentação dos trabalhos que decorrem da iniciativa “Outside the Brain Box”, promovida pela Sociedade Portuguesa de Cefaleias (SPC) com o apoio da Organon —, Sofia Marinho, da Unidade Local de Saúde (ULS) da Arrábida, destacou a [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Em entrevista para o Especial Enxaqueca sobre os desafios da investigação científica em Portugal — realizada no âmbito da apresentação dos trabalhos que decorrem da iniciativa “Outside the Brain Box”, promovida pela Sociedade Portuguesa de Cefaleias (SPC) com o apoio da Organon —, <strong>Sofia Marinho</strong>, da Unidade Local de Saúde (ULS) da Arrábida, destacou a importância de projetos colaborativos para o estudo de cefaleias, visando tornar os tratamentos mais acessíveis aos doentes. A especialista sublinhou que as principais dificuldades se manifestam diariamente na vida dos doentes, especialmente através dos custos indiretos. Assista à entrevista. </p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="SOFIA MARINHO PINTO" src="https://player.vimeo.com/video/1193559356?h=6ca39f0baa&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Sofia Marinho identificou o tempo dedicado fora da prática clínica como um dos principais desafios para a investigação, notando que é necessário equilibrar horas de estudo e consultas diárias. Contrariamente a outros centros internacionais especializados em cefaleias, em Portugal, a comunidade científica encontra por vezes dificuldades nesta organização da agenda.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para a médica, estes projetos de investigação são importantes porque “realmente reúnem pessoas de diferentes centros hospitalares que muitas vezes nem sequer se conhecem” permitindo garantir uma amostra muito mais representativa de doentes de várias zonas do país. Estes projetos partem de uma dúvida ou pergunta que surge ao observar os doentes na prática clínica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O projeto em que a especialista esteve envolvida focou-se nos custos diretos e indiretos da enxaqueca. A médica observou que os principais custos eram os indiretos, que incluem a incapacidade dos doentes de trabalharem, de estarem com a família e de planearem a sua vida diária, visto que a enxaqueca é “extremamente incapacitante”.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O objetivo destes estudos é sempre publicar os dados e utilizá-los de forma a criar mais pressão a nível político, de maneira a que os tratamentos e medicamentos que são eficazes estejam mais acessíveis para os doentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Reunião da Primavera da Sociedade Portuguesa de Cefaleias decorreu entre os dias 8 e 9 de maio, em Tomar.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Gestão prática de anti-CGRP: como atuar perante efeitos secundários em doentes que respondem à terapêutica?</title>
		<link>https://myneurologia.pt/especial-enxaqueca/gestao-pratica-de-anti-cgrp-como-atuar-perante-efeitos-secundarios-em-doentes-que-respondem-a-terapeutica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Apr 2026 08:24:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especial Enxaqueca]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O sucesso clínico no tratamento da enxaqueca não depende apenas da eficácia da molécula, mas também da capacidade do médico em gerir a tolerabilidade do doente a longo prazo. Catarina Fernandes, da ULS Coimbra e palestrante na sessão científica da Organon “Enxaqueca em Foco: Gestão do Doente Complexo”, apresentou o caso de uma doente com [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">O sucesso clínico no tratamento da enxaqueca não depende apenas da eficácia da molécula, mas também da capacidade do médico em gerir a tolerabilidade do doente a longo prazo. <strong>Catarina Fernandes</strong>, da ULS Coimbra e palestrante na sessão científica da Organon “Enxaqueca em Foco: Gestão do Doente Complexo”, apresentou o caso de uma doente com resposta positiva aos tratamentos com anticorpos monoclonais, mas que desenvolveu efeitos adversos que colocaram o tratamento em causa. Em entrevista à News Farma, destacou que a gestão destes casos exige uma compreensão profunda das diferenças entre fármacos da mesma classe e reforça como a discussão clínica e a partilha de dados de &#8220;vida real&#8221; são essenciais para apoiar a tomada de decisão no dia a dia, garantindo que as dúvidas de um médico possam ser resolvidas através da experiência coletiva.</p>



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<iframe loading="lazy" title="03_CATARINA FERNANDES" src="https://player.vimeo.com/video/1184872682?h=f816404008&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
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<p class="wp-block-paragraph">A transição de uma enxaqueca episódica para um quadro de doença crónica é um percurso doloroso que muitos doentes enfrentam durante anos, passando por múltiplos tipos de tratamentos antes de chegarem às novas moléculas. Para Catarina Fernandes, embora os anticorpos monoclonais tenham demonstrado uma eficácia franca, surge frequentemente o desafio de gerir efeitos secundários em doentes que, pela primeira vez em muito tempo, sentiram uma resolução da sua patologia. É neste contexto que o suporte dos ensaios clínicos se torna, por vezes, insuficiente, exigindo uma gestão do &#8220;real&#8221; que garanta a continuidade do benefício terapêutico sem sacrificar o bem-estar e a adesão da doente ao tratamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos pontos educativos fundamentais realçados pela médica é o facto de fármacos com o mesmo alvo terapêutico poderem apresentar perfis de segurança e de efeitos secundários distintos. No evento, explicou que a ocorrência de uma reação adversa a uma determinada molécula não deve ser encarada como um preditor de insucesso para outros fármacos da mesma classe, o que abre uma importante janela de oportunidade para a troca de tratamento em vez da sua suspensão definitiva. Esta distinção é crucial para manter o sucesso terapêutico em doentes complexos, permitindo ao médico ajustar a prescrição de acordo com a tolerabilidade individual e manter o controlo da doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A partilha de experiências com colegas de grandes centros de referência nacionais e internacionais, bem como o acesso a dados de vida real, como os provenientes de grupos de investigação europeus, enriquecem profundamente a prática clínica diária. Para Catarina Fernandes, momentos de discussão científica permitem perceber que as dúvidas de um são frequentemente as questões de muitos outros, criando uma rede de suporte essencial na gestão de casos mais complexos. Contar com a experiência acumulada de outros profissionais e com perspetivas diferenciadas sobre o mesmo caso clínico é, em suma, a melhor forma de encontrar o próximo passo terapêutico para os doentes mais desafiantes e garantir uma Medicina de proximidade e excelência.<br></p>
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		<title>A curva de aprendizagem na gestão da enxaqueca: insights de quem trata doentes complexos</title>
		<link>https://myneurologia.pt/especial-enxaqueca/a-curva-de-aprendizagem-na-gestao-da-enxaqueca-insights-de-quem-trata-doentes-complexos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Apr 2026 08:22:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especial Enxaqueca]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A gestão da enxaqueca refratária exige não apenas conhecimento teórico, mas uma capacidade constante de partilha de saberes. Durante uma sessão científica organizada pela Organon, Sofia Marinho, da ULS Arrábida, apresentou um caso clínico desafiante que serviu de ponto de partida para uma discussão alargada sobre combinações terapêuticas e a importância de ouvir especialistas com [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">A gestão da enxaqueca refratária exige não apenas conhecimento teórico, mas uma capacidade constante de partilha de saberes. Durante uma sessão científica organizada pela Organon, <strong>Sofia Marinho</strong>, da ULS Arrábida, apresentou um caso clínico desafiante que serviu de ponto de partida para uma discussão alargada sobre combinações terapêuticas e a importância de ouvir especialistas com vasta experiência na área. Em entrevista, destacou que o sucesso no tratamento de doentes complexos reside frequentemente na persistência — dando tempo aos novos fármacos para atuar — e na abertura para discutir diferentes abordagens entre centros nacionais e internacionais, com o objetivo único de devolver a funcionalidade a quem vive limitado pela dor.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="04_SOFIA MARINHO" src="https://player.vimeo.com/video/1184872524?h=b206ebb75e&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
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<p class="wp-block-paragraph">A abordagem a doentes que sofrem de enxaqueca há vários anos e que já esgotaram múltiplas linhas de tratamento é um dos cenários mais exigentes na prática neurológica. Para Sofia Marinho, a oportunidade de apresentar casos clínicos de &#8220;vida real&#8221; perante um painel de peritos é fundamental para explorar caminhos ainda pouco trilhados, como combinações de medicação que, embora menos estudadas, podem oferecer benefícios em perfis de refratariedade. Esta troca de <em>insights</em> entre médicos de diferentes centros permite ultrapassar as limitações de recursos que variam entre hospitais, garantindo que o conhecimento acumulado por quem já tratou casos mais complexos possa ser aplicado em benefício de novos doentes.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um ponto central na gestão moderna da enxaqueca é a compreensão da dinâmica dos novos tratamentos, como os anticorpos monoclonais. A interna de Neurologia destacou a existência de &#8220;respondedores tardios&#8221;, doentes que podem necessitar de seis, nove ou mais meses de tratamento para manifestarem uma resposta clínica significativa. Esta noção de tempo é vital, pois evita a suspensão precoce de terapêuticas que poderiam vir a ser eficazes. Embora doentes com doenças de longa duração tenham maior dificuldade em atingir as metas ideais de redução de dias de dor, Sofia Marinho reforçou que isso não deve impedir o médico de continuar a ajustar a estratégia, mantendo sempre o foco na melhoria da qualidade de vida possível para cada indivíduo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O futuro do tratamento da enxaqueca é encarado com otimismo pela interna, que recorda como o aparecimento de medicamentos recentes transformou o prognóstico de muitos doentes anteriormente considerados refratários. A constante investigação de novas vias e o desenvolvimento de fármacos que ainda estão em fase de estudo representam uma esperança renovada para aqueles que mantêm um controlo difícil da doença. Ao combinar esta inovação farmacológica com uma discussão clínica aberta e multidisciplinar, Sofia Marinho considera que é possível oferecer respostas mais robustas, garantindo que o caminho do doente seja percorrido com o suporte de uma comunidade médica unida na procura das melhores soluções.</p>
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		<title>Novas vias terapêuticas: o futuro da abordagem à enxaqueca complexa</title>
		<link>https://myneurologia.pt/especial-enxaqueca/novas-vias-terapeuticas-o-futuro-da-abordagem-a-enxaqueca-complexa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Apr 2026 08:19:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especial Enxaqueca]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A gestão de doentes com enxaqueca que não respondem às terapêuticas convencionais permanece um dos maiores desafios da Neurologia. Durante a sessão científica da Organon “Enxaqueca em Foco: Gestão do Doente Complexo”, Carla Morgado, da ULS de Braga, apresentou um caso clínico de elevada complexidade que ilustra a resistência ao tratamento e a necessidade de [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">A gestão de doentes com enxaqueca que não respondem às terapêuticas convencionais permanece um dos maiores desafios da Neurologia. Durante a sessão científica da Organon “Enxaqueca em Foco: Gestão do Doente Complexo”, <strong>Carla Morgado</strong>, da ULS de Braga, apresentou um caso clínico de elevada complexidade que ilustra a resistência ao tratamento e a necessidade de olhar para o doente de forma holística. Em entrevista, a interna destacou a importância da partilha de conhecimento entre centros nacionais e internacionais, referindo depositar a esperança em ensaios clínicos que exploram vias fisiopatológicas alternativas para melhorar a qualidade de vida dos doentes mais complexos. </p>



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<iframe loading="lazy" title="05_CARLA MORGADO" src="https://player.vimeo.com/video/1184873209?h=ff9df1826c&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
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<p class="wp-block-paragraph">A prática clínica diária coloca frequentemente os neurologistas perante casos de elevada complexidade, onde as opções terapêuticas padrão parecem não convergir no sucesso esperado. Carla Morgado partilhou a experiência de um doente particularmente refratário, que não demonstrou melhorias significativas mesmo após múltiplas tentativas com diversas associações de fármacos e a utilização de anticorpos monoclonais. Perante este cenário, a equipa recorreu a abordagens de exceção, baseadas em relatos de casos clínicos isolados, o que evidencia a dificuldade de gerir doentes que, pelas suas particularidades e comorbilidades, raramente estão representados nas <em>guidelines</em>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para otimizar o acompanhamento nestas situações, a especialista enfatiza que o intercâmbio de experiências com peritos de outros centros, tanto nacionais como internacionais, assume um papel vital. Esta colaboração permite não só aferir a experiência clínica, mas também implementar estratégias inovadoras que tenham demonstrado sucesso noutras unidades. Além disso, a enxaqueca em doentes complexos exige uma análise do doente no seu todo, uma vez que a patologia pode surgir associada a quadros de depressão, ansiedade ou distúrbios do sono, fatores que agravam o impacto na qualidade de vida e exigem uma intervenção multidisciplinar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar das dificuldades sentidas, Carla Morgado acredita que o futuro reserva soluções para os doentes que não encontram resposta atualmente. A “luz ao fundo do túnel” reside nos ensaios clínicos em curso. Para a interna de Neurologia, a descoberta de novos alvos terapêuticos é a grande esperança para que, a curto prazo, estes doentes crónicos possam finalmente ter acesso a uma realidade com menos dor e maior bem-estar no seu quotidiano.</p>
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		<title>“O desafio é intervir precocemente para travar a evolução da enxaqueca”</title>
		<link>https://myneurologia.pt/especial-enxaqueca/o-desafio-e-intervir-precocemente-para-travar-a-evolucao-da-enxaqueca/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Apr 2026 08:16:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especial Enxaqueca]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A partilha de experiências clínicas é um dos pilares da evolução no tratamento da enxaqueca. No evento “Enxaqueca em Foco: Gestão do Doente Complexo”, organizado pela Organon, Edoardo Caronna, do Hospital Universitario Vall d’Hebron (Espanha), sublinhou a importância de encontros científicos que permitem enriquecer a prática clínica individual através da discussão de casos complexos. Em [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">A partilha de experiências clínicas é um dos pilares da evolução no tratamento da enxaqueca. No evento “Enxaqueca em Foco: Gestão do Doente Complexo”, organizado pela Organon, <strong>Edoardo Caronna</strong>, do <em>Hospital Universitario Vall d’Hebron</em> (Espanha), sublinhou a importância de encontros científicos que permitem enriquecer a prática clínica individual através da discussão de casos complexos. Em entrevista, o especialista destacou o impacto transformador das terapêuticas específicas para a enxaqueca e apontou o caminho para uma Medicina de Precisão capaz de travar a progressão da doença antes que o fardo para o doente se torne incapacitante.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="02_EDOARDO CARONNA" src="https://player.vimeo.com/video/1184873047?h=4b3761b22a&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
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<p class="wp-block-paragraph">Para o especialista, o avanço mais significativo foi o aparecimento de terapêuticas anti-cGRP. Estes tratamentos representam um marco histórico por serem os primeiros desenhados especificamente para a fisiopatologia da enxaqueca. A introdução destas terapêuticas demonstrou resultados robustos tanto em ensaios como na prática real, alterando profundamente a forma como é feita a gestão dos doentes mais complexos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos principais obstáculos identificados pelo neurologista é o elevado fardo de doença com que os doentes chegam atualmente às consultas. O desafio para o futuro próximo passa por uma mudança na janela de oportunidade terapêutica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;A ideia é, com os novos tratamentos e avanços da Medicina, ter a possibilidade de abordar a doença nos estadios iniciais para não vermos um fardo tão elevado&#8221;, explicou Edoardo Caronna. O objetivo central deve ser mudar o curso da doença precocemente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O futuro da gestão da enxaqueca, na visão do especialista, será definido por uma personalização crescente. Com um portefólio cada vez mais vasto de tratamentos específicos, será possível desenhar estratégias adaptadas ao perfil individual de cada doente. A escolha terapêutica passará a considerar de forma rigorosa as comorbilidades e as expetativas de cada pessoa, resultando num aumento da atenção dada a esta patologia e alcançando uma Medicina verdadeiramente de precisão.</p>
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