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	<title>Atualidade Archives - My Neurologia</title>
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	<description>Plataforma multimédia dirigida à comunidade médica da área da neurologia e outros profissionais de saúde envolvidos no tratamento das doenças do foro neurológico.</description>
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	<title>Atualidade Archives - My Neurologia</title>
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		<title>Projeto português testa nova abordagem terapêutica para o traumatismo cranioencefálico</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Sep 2026 14:35:26 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Uma equipa de investigação, liderada pela Universidade de Coimbra (UC), que se tem dedicado ao estudo do traumatismo cranioencefálico conseguiu desvendar, através da análise do hipocampo que o lado esquerdo e o lado direito do cérebro desenvolvem níveis de inflamação e esforço celular bastante diferentes após o trauma. Em simultâneo, os investigadores conseguiram ainda aferir [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Uma equipa de investigação, liderada pela Universidade de Coimbra (UC), que se tem dedicado ao estudo do traumatismo cranioencefálico conseguiu desvendar, através da análise do hipocampo que o lado esquerdo e o lado direito do cérebro desenvolvem níveis de inflamação e esforço celular bastante diferentes após o trauma. Em simultâneo, os investigadores conseguiram ainda aferir a eficácia do uso de uma substância naturalmente presente no corpo humano, a molécula neuropeptídeo Y, para travar os danos cerebrais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados recentemente publicados no âmbito da investigação do projeto therapY “mostram que uma lesão cerebral inicialmente unilateral desencadeia respostas distintas nos dois hemisférios do cérebro, reforçando a complexidade dos mecanismos secundários associados ao traumatismo cranioencefálico”, revela o investigador responsável, Ricardo Leitão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir desta descoberta, e com o objetivo de testar novas abordagens terapêuticas para este problema de saúde, a equipa de investigação está agora a aprofundar o potencial da molécula neuropeptídeo Y como alvo terapêutico no traumatismo cranioencefálico. Este primeiro estudo publicado no âmbito do projeto “constitui uma primeira evidência pré-clínica do potencial desta abordagem, demonstrando que a administração precoce de neuropeptídeo Y após um traumatismo cranioencefálico atenua alterações da barreira hematoencefálica, reduz respostas neuroinflamatórias e melhora parâmetros comportamentais associados à memória e à ansiedade”, avança o líder do projeto therapY.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em concreto, o neuropeptídeo Y foi administrado num modelo animal de traumatismo cranioencefálico por via intranasal numa fase precoce após o traumatismo. Os investigadores avaliaram posteriormente diferentes alterações moleculares, celulares e comportamentos, observando que o neuropeptídeo Y reduziu as alterações associadas à inflamação e à disfunção da barreira hematoencefálica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ricardo Leitão avança que “estes primeiros resultados sustentam o racional científico do projeto therapY e reforçam a relevância de continuar a investigar, como estamos a fazer, os mecanismos responsáveis pelos efeitos protetores do neuropeptídeo Y, bem como formas de potenciar a sua aplicação terapêutica e a sua futura translação para o contexto clínico”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além de estudar os mecanismos responsáveis pelos efeitos protetores do neuropeptídeo Y, o projeto pretende ainda desenvolver abordagens inovadoras para melhorar a entrega de potenciais abordagens terapêuticas ao cérebro e estudar biomarcadores e alterações biológicas em doentes com traumatismo cranioencefálico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O artigo científico &#8220;Differential consequences of traumatic brain injury in the hippocampal hemispheres of male rats and the beneficial effect of neuropeptide Y&#8221;, publicado na revista <em>Brain, Behavior and Immunity</em>, está disponível em <a href="https://doi.org/10.1016/j.bbi.2026.106952" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
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		<title>Neuroinflamação e obesidade: investigação demonstra papel protetor da cafeína na função cognitiva</title>
		<link>https://myneurologia.pt/atualidade/neuroinflamacao-e-obesidade-investigacao-demonstra-papel-protetor-da-cafeina-na-funcao-cognitiva/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Sep 2026 14:26:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um trabalho de investigação da NOVA Medical School revelou que o consumo crónico de cafeína ajuda a mitigar o impacto negativo da obesidade no cérebro. O estudo, publicado na revista científica Pharmacological Research, demonstra pela primeira vez que esta substância é capaz de reduzir a neuroinflamação no hipocampo e travar a perda de memória e [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Um trabalho de investigação da NOVA Medical School revelou que o consumo crónico de cafeína ajuda a mitigar o impacto negativo da obesidade no cérebro. O estudo, publicado na revista científica <em>Pharmacological Research</em>, demonstra pela primeira vez que esta substância é capaz de reduzir a neuroinflamação no hipocampo e travar a perda de memória e de capacidade de aprendizagem associadas a dietas hipercalóricas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A equipa liderada pela professora e investigadora principal Sílvia Conde debruçou-se sobre a relação entre o excesso de peso e o declínio das funções cerebrais. O trabalho evidenciou que a ingestão contínua de alimentos ricos em gorduras e açúcares gera um quadro de intolerância à glucose e resistência à insulina que culmina no aumento da inflamação no hipocampo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para ilustrar o impacto do processo inflamatório e o efeito protetor da substância, Adriana Capucho, investigadora de doutoramento na NOVA Medical School, recorre a uma metáfora urbana: &#8220;Se o cérebro fosse uma cidade e o hipocampo a biblioteca central, onde se guardam todas as nossas memórias, a obesidade seria a poluição que danifica a biblioteca. A inflamação do hipocampo é todo o fumo e lixo acumulados. Então, a cafeína seria a equipa de limpeza e manutenção, ou seja, reduz a poluição e ajuda os sistemas a funcionar melhor, permitindo que a biblioteca volte a operar de forma eficiente.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Através de ensaios em modelo animal, os investigadores verificaram que a administração prolongada de cafeína não só atenuou o impacto metabólico da obesidade, como travou a resposta inflamatória tecidular no cérebro, traduzindo-se numa melhoria expressiva do desempenho cognitivo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como fundamenta a responsável pelo estudo, Sílvia Conde, a substância atua por duas vias complementares: &#8220;Verificámos que a cafeína reduz a neuroinflamação, mas também promove a atividade neuronal no hipocampo, o que ajuda a explicar os efeitos observados na memória e cognição.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Numa altura em que a prevalência global da obesidade continua a aumentar, o estudo lança nova luz sobre as implicações do excesso de peso para além do risco cardiovascular e metabólico convencional. A demonstração desta tríplice relação entre obesidade, cafeína e preservação cognitiva abre portas a que compostos bioativos de consumo diário venham a ser integrados em estratégias futuras de prevenção do declínio cognitivo, constituindo a base para a futura validação destes resultados em ensaios clínicos em humanos.</p>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph">Fonte: NOVA Medical School</p>
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		<item>
		<title>Investigadores da Universidade de Coimbra testam estratégia de edição genética para a doença de Machado-Joseph</title>
		<link>https://myneurologia.pt/atualidade/investigadores-da-universidade-de-coimbra-testam-estrategia-de-edicao-genetica-para-a-doenca-de-machado-joseph/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 03 Sep 2026 09:13:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um estudo, desenvolvido por uma equipa do Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra (CNC-UC) e do GeneT – Centro de Excelência em Terapia Génica, revela novos dados que podem contribuir para o desenvolvimento de abordagens terapêuticas para a doença de Machado-Joseph. Esta doença afeta o cérebro e as capacidades motoras, tendo [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Um estudo, desenvolvido por uma equipa do Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra (CNC-UC) e do GeneT – Centro de Excelência em Terapia Génica, revela novos dados que podem contribuir para o desenvolvimento de abordagens terapêuticas para a doença de Machado-Joseph. Esta doença afeta o cérebro e as capacidades motoras, tendo nos Açores (na ilha das Flores, onde chega a afetar um entre 140 e 239 adultos) e na zona centro do país a prevalência mais elevada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste estudo, a equipa da Universidade de Coimbra, que se tem dedicado a investigar uma nova estratégia terapêutica para esta doença, utilizou vesículas extracelulares (pequenas partículas segregadas pelas células) como veículo de entrega de ferramentas de edição genética no contexto desta doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As vesículas foram usadas para encapsular o sistema CRISPR-Cas9 – que funciona como um conjunto de “tesouras” de edição genética –, que é depois conduzido aos neurónios, no cérebro. Neste processo, foi possível conseguir a inativação do gene ATXN3 mutante que, na doença de Machado-Joseph, está alterado por repetições excessivas de cadeias CAG do código genético.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A utilização destas vesículas é uma abordagem inovadora porque permite a chegada deste sistema de edição genética às células alvo de uma forma rápida. O seu uso tem demonstrado vantagens na entrega célere do sistema CRISPR-Cas9, o que pode deixar os investigadores cada vez mais perto de desenvolver uma estratégia terapêutica mais segura para a doença de Machado Joseph.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esta proposta de abordagem terapêutica assenta na terapia génica, um tipo de tratamento que passa por editar o genoma (ou ADN) e que abre possibilidades à cura de muitas doenças genéticas raras que permanecem, até hoje, incuráveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Com este estudo, pretendíamos compreender se seria possível utilizar vesículas extracelulares para ter uma exposição transitória à maquinaria de edição genética e minimizar edições indesejadas. Temos testado as vesículas extracelulares porque superam algumas das limitações dos vetores virais convencionais, garantindo menor reação imune, maior capacidade de encapsulamento e uma expressão transitória das ferramentas de edição genética”, explica o investigador do CNC-UC e primeiro autor do artigo, Kevin Leandro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os cientistas desenvolveram ainda um sistema de libertação controlada por luz, usando uma proteína fotoclivável – isto é, ativada por luz – que contribui para a eficiência da edição genética. Este é um dos primeiros estudos a nível internacional a mostrar a eficácia desta abordagem com recurso a vesículas extracelulares no contexto da doença de Machado-Joseph.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A doença de Machado Joseph, também conhecida como ataxia espinocerebelosa tipo 3, é uma das doenças pertencentes ao grupo das ataxias espinocerebelosas, doenças neurodegenerativas genéticas e hereditárias. Causam elevado sofrimento às pessoas, que manifestam um comprometimento progressivo da função motora, da fala, da deglutição e da motricidade fina (ataxia), ainda que preservem todas as funções cognitivas e intelectuais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo &#8220;Extracellular vesicles-mediated delivery of SpCas9 RNPs for therapeutic gene editing in Spinocerebellar Ataxia Type 3&#8221; (Entrega mediada por vesículas extracelulares de RNPs de SpCas9 para edição genética terapêutica na Ataxia Espinocerebelosa do Tipo 3, em português), publicado na revista <em>Biomaterials</em>, está disponível <a href="https://doi.org/10.1016/j.biomaterials.2026.124119" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph">Fonte: UC</p>
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		<item>
		<title>Doença de Parkinson custa 22,8 mil milhões de euros por ano na Europa</title>
		<link>https://myneurologia.pt/atualidade/doenca-de-parkinson-custa-228-mil-milhoes-de-euros-por-ano-na-europa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Aug 2026 11:55:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A doença de Parkinson representa um custo anual de 22,8 mil milhões de euros na Europa, de acordo com um novo estudo publicado na revista científica Movement Disorders. Atualizado para valores de 2025, este montante ascende a 28,8 mil milhões de euros, refletindo o peso crescente desta doença nos sistemas de saúde e apoio social. O [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A doença de Parkinson representa um custo anual de 22,8 mil milhões de euros na Europa, de acordo com um novo estudo publicado na revista científica <em>Movement Disorders</em>. Atualizado para valores de 2025, este montante ascende a 28,8 mil milhões de euros, refletindo o peso crescente desta doença nos sistemas de saúde e apoio social.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo estima que, em 2019, cerca de 2,2 milhões de adultos viviam com a doença em 47 países europeus. Desse total, 17,3 mil milhões de euros corresponderam a custos diretos médicos e não médicos, incluindo hospitalizações, medicamentos, cuidados sociais e adaptações habitacionais. Já os cuidados informais prestados por familiares e amigos representaram 4,4 mil milhões de euros, enquanto a perda de produtividade contribuiu com mais mil milhões.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Considerada a segunda doença neurodegenerativa mais comum e a que mais cresce a nível mundial, a prevalência da doença de Parkinson na Europa quase duplicou desde 1990, passando de 135 para 247 casos por cada 100 mil habitantes. Este aumento está associado, sobretudo, ao envelhecimento da população, bem como a melhorias no diagnóstico e reconhecimento da doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados mostram que os custos diretos representam 76% do impacto económico total, evidenciando a pressão significativa sobre os sistemas de saúde. Por sua vez, os cuidados informais correspondem a cerca de 19%, destacando o papel essencial dos cuidadores não remunerados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os países analisados, a Alemanha registou os custos mais elevados (5,7 mil milhões de euros), seguida da França (5,3 mil milhões), Itália (2,6 mil milhões), Espanha (1,9 mil milhões) e Reino Unido (1,6 mil milhões). Em conjunto, estes cinco países representam cerca de 75% do impacto económico total da doença na Europa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os investigadores alertam ainda para lacunas importantes nos dados disponíveis, sobretudo em países de rendimento médio-baixo, o que pode significar que o impacto real da doença esteja subestimado. Defendem, por isso, a necessidade de métodos mais uniformes para medir os custos associados, de forma a apoiar melhor o planeamento de políticas de saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Leia o estudo&nbsp;<a href="https://movementdisorders.onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/mds.70491" target="_blank" rel="noopener">aqui</a>.&nbsp;</p>
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		<item>
		<title>Investigadores alertam para perfil de risco de demência: apatia é uma das queixas a ter em conta</title>
		<link>https://myneurologia.pt/atualidade/investigadores-alertam-para-perfil-de-risco-de-demencia-apatia-e-uma-das-queixas-a-ter-em-conta/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Aug 2026 09:40:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ter mais de 76 anos, demonstrar apatia e olhar sistematicamente para um familiar ou cuidador durante a consulta são alguns dos sinais de alerta de doença neurodegenerativa, como a doença de Alzheimer. Um estudo coordenado por Rui Araújo, professor da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP), e publicado na revista científica da Sociedade [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Ter mais de 76 anos, demonstrar apatia e olhar sistematicamente para um familiar ou cuidador durante a consulta são alguns dos sinais de alerta de doença neurodegenerativa, como a doença de Alzheimer.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um estudo coordenado por Rui Araújo, professor da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP), e publicado na revista científica da Sociedade Portuguesa de Neurologia, Sinapse, chama a atenção para um conjunto de queixas cognitivas suspeitas e não explicáveis pela idade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Descobrimos que pessoas com um determinado perfil de queixas cognitivas e antecedentes médicos apresentavam maior risco de desenvolver demência”, explica, pedindo especial vigilância, sobretudo em circunstâncias em que não estão disponíveis exames complementares específicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na população estudada, que incluiu doentes observados numa consulta de Neurologia no norte de Portugal, foram detetadas outras queixas compatíveis com doença neurodegenerativa, como pontuações abaixo do esperado para a idade e escolaridade em testes “de cabeceira”. Isso era especialmente relevante nas pessoas com queixas cognitivas sem doença psiquiátrica prévia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Rui Araújo, “é fundamental identificar bem este perfil de risco. As queixas cognitivas são altamente prevalentes e motivam a maior parte dos pedidos de consulta de Neurologia, mas não significam necessariamente que exista uma doença neurodegenerativa”. Exemplos de problemas de saúde com os mesmos sintomas e que podem gerar confusão são a perturbação de ansiedade e a depressão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O professor da FMUP avisa que é vital reconhecer precocemente os casos suspeitos de doença neurodegenerativa para se poder avançar com exames complementares imagiológicos, neuropsicológicos e bioquímicos, nos casos que o justifiquem. Reconhecer uma demência permite também tratar os sintomas mais cedo, preservar a autonomia e promover a qualidade de vida por mais tempo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Tendo em conta que novos tratamentos vão surgindo, sobretudo dirigidos para fases precoces da doença de Alzheimer, torna-se fundamental identificar corretamente estes doentes. Quanto mais cedo uma doença for detetada, mais cedo se pode intervir”, afirma o também investigador do RISE-Health e médico neurologista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Noutra vertente, “a realização de exercício físico regular, uma nutrição adequada, rotinas de sono e atividade cognitiva são extremamente úteis para atenuar a evolução de uma demência. Portanto, quanto mais cedo se conhecer o problema, maior é a janela de intervenção”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em Portugal, estima-se que 6% das pessoas com mais de 60 anos – mais de 160 mil pessoas – tenham uma forma de demência, sobretudo a doença de Alzheimer.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O trabalho coordenado por Rui Araújo contou com a participação de Mafalda Silva, Carolina Correia e Daniel Ferro, igualmente investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto.</p>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph">Fonte: FMUP</p>
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		<item>
		<title>Luta contra as demências em Portugal: nova campanha foca-se no reconhecimento precoce de sinais de alerta</title>
		<link>https://myneurologia.pt/atualidade/luta-contra-as-demencias-em-portugal-nova-campanha-foca-se-no-reconhecimento-precoce-de-sinais-de-alerta/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 Aug 2026 08:27:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em Portugal, com o apoio da Comissão Executiva do Plano Nacional da Saúde para as Demências, foi lançada uma campanha de sensibilização com o objetivo de reforçar a literacia em saúde, promover o diagnóstico atempado e combater a desvalorização dos sinais de alerta no envelhecimento. No âmbito da Reforma da Saúde Mental, a iniciativa foca-se [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Em Portugal, com o apoio da Comissão Executiva do Plano Nacional da Saúde para as Demências, foi lançada uma campanha de sensibilização com o objetivo de reforçar a literacia em saúde, promover o diagnóstico atempado e combater a desvalorização dos sinais de alerta no envelhecimento. No âmbito da Reforma da Saúde Mental, a iniciativa foca-se na urgência da avaliação clínica precoce e na proteção dos direitos da pessoa que vive com demência, colocando o doente — e não a patologia — no centro dos cuidados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A iniciativa foca-se na transição de um modelo de diagnóstico tardio para uma resposta clínica atempada, alertando para o facto de muitos sintomas iniciais serem erroneamente atribuídos ao processo normal de envelhecimento. Desenvolvida em duas fases complementares, a campanha começou por focar o reconhecimento precoce dos sinais de alerta sob o mote “A demência pode esconder-se atrás da vida”, evoluindo para a promoção de uma abordagem mais humanizada, inclusiva e centrada na dignidade do doente através da mensagem “A vida não se pode esconder atrás da demência”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A campanha inclui a disponibilização de materiais informativos específicos sobre prevenção e diagnóstico. Perante o aumento do impacto das doenças neurodegenerativas associado ao envelhecimento populacional, esta medida reafirma o compromisso das autoridades de saúde em capacitar os cidadãos e equipas de cuidados, visando a melhoria contínua da qualidade de vida dos doentes e respetivas famílias.</p>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph">Fonte: SNS</p>
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		<item>
		<title>Cientista português nomeado para integrar International Society for Autism Research</title>
		<link>https://myneurologia.pt/atualidade/cientista-portugues-nomeado-para-o-comite-de-lideres-seniores-globais-da-international-society-for-autism-research/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Jul 2026 14:18:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O docente da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (FMUC) e investigador Miguel Castelo-Branco foi distinguido pela International Society for Autism Research (INSAR) com uma nomeação para o Comité de Líderes Seniores Globais. O reconhecimento internacional destaca o seu percurso de largos anos e a relevante contribuição científica na área do autismo. Miguel Castelo-Branco, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O docente da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (FMUC) e investigador <strong>Miguel Castelo-Branco</strong> foi distinguido pela <em>International Society for Autism Research</em> (INSAR) com uma nomeação para o Comité de Líderes Seniores Globais. O reconhecimento internacional destaca o seu percurso de largos anos e a relevante contribuição científica na área do autismo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Miguel Castelo-Branco, que coordena cientificamente o Centro de Imagem Biomédica e Investigação Translacional do Instituto de Ciências Nucleares Aplicadas à Saúde (ICNAS) da Universidade de Coimbra, passa assim a representar Portugal na rede de topo da INSAR.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Atribuído exclusivamente a especialistas com vasta experiência e liderança reconhecida aquém e além-fronteiras, este título integra o investigador num órgão criado em 2019. O Comité de Líderes Seniores Globais funciona como uma plataforma internacional desenhada para mapear o estado da arte e as prioridades da investigação sobre o autismo em diferentes regiões do mundo, servindo de bússola para as futuras estratégias da INSAR.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Composto por representantes eleitos de várias geografias para mandatos de três anos, o comité tem ainda como missão capacitar a comunidade científica local. Neste papel, os membros seniores atuam como pontos de contacto e referências de excelência no incentivo à promoção e ao desenvolvimento da investigação sobre perturbações do espetro do autismo nos respetivos países.</p>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph">Fonte: UC</p>
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		<title>Centro para tratamento de doenças do cérebro com tecnologia digital inaugurado em Portugal</title>
		<link>https://myneurologia.pt/atualidade/centro-para-tratamento-de-doencas-do-cerebro-com-tecnologia-digital-inaugurado-em-portugal/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Jul 2026 14:11:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Fundação Champalimaud (FC) abriu um novo centro clínico dedicado ao tratamento de doenças neurodegenerativas e acidentes  vasculares cerebrais. O DNTx Centre, que representa um investimento de mais de sete milhões de euros, combina os cuidados médicos tradicionais, recorrendo à Neurologia e à Psiquiatria, com ferramentas digitais avançadas, como videojogos terapêuticos, ambientes de realidade virtual e estimulação cerebral não [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A Fundação Champalimaud (FC) abriu um novo centro clínico dedicado ao tratamento de doenças neurodegenerativas e acidentes  vasculares cerebrais. O DNTx Centre, que representa um investimento de mais de sete milhões de euros, combina os cuidados médicos tradicionais, recorrendo à Neurologia e à Psiquiatria, com ferramentas digitais avançadas, como videojogos terapêuticos, ambientes de realidade virtual e estimulação cerebral não invasiva. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O novo centro parte de uma ideia fundamental: o cérebro humano tem uma grande capacidade de se adaptar e de aprender, mesmo quando está doente ou lesionado. Com os estímulos certos (repetidos, intensos e bem direcionados), é possível ajudar o cérebro a recuperar funções perdidas ou a compensar dificuldades causadas por doenças neurológicas e psiquiátricas. Este constitui um passo importante na evolução do Programa de Neurociências da Fundação Champalimaud, onde a investigação é cada vez mais acompanhada pela prática clínica e esta pela investigação, gerando mais e melhores resultados em benefício do doente. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Tecnologias de pontas utilizadas com base em ferramentas científicas e tecnológicas: jogos digitais terapêuticos, que tornam o treino cerebral mais motivador e eficaz; ambientes imersivos (semelhantes à realidade virtual), que estimulam o cérebro de forma  controlada; estimulação cerebral não invasiva, ou seja, técnicas que atuam sobre o cérebro sem necessidade de cirurgia; análise de movimento corporal, para avaliar e melhorar a forma como os doentes se movem; inteligência artificial, para personalizar os tratamentos a cada doente. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A Fundação Champalimaud convidou o neurologista e neurocientista norte-americano John Krakauer (<em>Johns Hopkins University</em>) para o desenvolvimento deste projeto, cuja direção clínica está a cargo do psiquiatra Albino Oliveira-Maia, e de Marcelo Mendonça, neurologista. Juntos, garantem que a investigação científica e o tratamento dos doentes se alimentam mutuamente.</p>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph">Fonte: Fundação Champalimaud</p>
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		<title>Dieta mediterrânica e ómega-3 impulsionam capacidade de raciocínio na adolescência</title>
		<link>https://myneurologia.pt/atualidade/dieta-mediterranica-e-omega-3-impulsionam-capacidade-de-raciocinio-na-adolescencia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Jul 2026 08:56:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Estudos conduzidos pelo IRB CatSud, em estreita colaboração com o Instituto de Saúde Global de Barcelona (ISGlobal), revelam que a adesão à dieta mediterrânica e a presença de hábitos de vida saudáveis desempenham um papel crucial no desenvolvimento cognitivo durante a adolescência. Publicadas na revista científica Nutrients, as investigações cruzaram dados sobre nutrição, bem-estar emocional [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Estudos conduzidos pelo IRB CatSud, em estreita colaboração com o Instituto de Saúde Global de Barcelona (ISGlobal), revelam que a adesão à dieta mediterrânica e a presença de hábitos de vida saudáveis desempenham um papel crucial no desenvolvimento cognitivo durante a adolescência. Publicadas na revista científica <em>Nutrients</em>, as investigações cruzaram dados sobre nutrição, bem-estar emocional e estilo de vida com o desempenho cerebral de cerca de 630 jovens, demonstrando o impacto direto da alimentação na estrutura cognitiva em crescimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O primeiro trabalho de investigação, que recebeu o título &#8220;A Associação entre a Dieta Mediterrânica e os Ácidos Gordos nos Glóbulos Vermelhos dos Adolescentes Espanhóis&#8221;, focou-se em encontrar um indicador objetivo dos hábitos alimentares dos jovens. Para isso, a equipa analisou a correlação direta entre o nível de adesão ao padrão alimentar mediterrânico e o tipo de gorduras que circulam no sangue dos participantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados obtidos confirmaram que este modelo alimentar — caracterizado pelo consumo abundante de vegetais, leguminosas, azeite e peixe — otimiza a absorção de nutrientes vitais para o equilíbrio metabólico e para a performance cerebral. Do ponto de vista biológico, a riqueza desta dieta em ácidos gordos ómega-3 revelou-se fundamental para assegurar o equilíbrio dos neurónios e proteger o cérebro contra os danos provocados pelo stresse oxidativo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No segundo estudo, intitulado &#8220;Padrões de Ácidos Gordos nos Glóbulos Vermelhos e Funções Cognitivas em Adolescentes&#8221;, os investigadores concentraram-se em perceber como a presença destas gorduras saudáveis no sangue se traduzia em competências do dia a dia, tais como a memória, a capacidade de raciocínio e a tomada de decisões.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As principais conclusões indicam que os jovens com maiores concentrações sanguíneas de ómega-3 registam uma <em>performance </em>visivelmente superior em testes de raciocínio e em componentes específicas do processo de tomada de decisão.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Estas capacidades, que se desenvolvem intensamente durante a adolescência, são fundamentais para a função cognitiva e podem ser influenciadas tanto por fatores biológicos como pelo estilo de vida&#8221;, alertam os investigadores responsáveis pelo estudo.</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">As conclusões reforçam a importância de promover políticas de educação alimentar dirigidas às famílias e às escolas, demonstrando que o prato do adolescente dita, em grande parte, o potencial da sua atividade cerebral e do seu rendimento escolar.</p>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph">Fonte: LUSA</p>
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		<title>Demência: carga económica europeia ultrapassa 221 mil milhões de euros e expõe peso crítico dos cuidados informais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rita Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 13:59:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A demência é uma patologia que não só apresenta elevado impacto clínico, como também tem uma carga económica e social expressiva. De acordo com um estudo publicado no Journal of Alzheimer’s Disease, o custo anual da demência em 30 países europeus é de 221 mil milhões de euros, evidenciando a magnitude desta patologia no contexto dos sistemas de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A demência é uma patologia que não só apresenta elevado impacto clínico, como também tem uma carga económica e social expressiva. De acordo com um estudo publicado no <em>Journal of Alzheimer’s Disease</em>, o custo anual da demência em 30 países europeus é de 221 mil milhões de euros, evidenciando a magnitude desta patologia no contexto dos sistemas de saúde e das economias nacionais. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Importa salientar que cerca de 58% deste encargo está associado a cuidados informais não remunerados, prestados maioritariamente por familiares e cuidadores informais, correspondendo a aproximadamente 128 mil milhões de euros anuais, valor que excede os custos diretos de saúde, estimados em 93 mil milhões de euros. Estes dados sublinham o papel central, embora frequentemente subvalorizado, do suporte informal na gestão da doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2019, estimava-se que cerca de 8,8 milhões de indivíduos viviam com demência nestes países, representando um impacto económico equivalente a 1,6% do produto interno bruto regional. A evolução demográfica, marcada pelo envelhecimento populacional, antecipa um aumento significativo tanto da prevalência da demência como da sua carga económica nas próximas décadas. Para além da dimensão financeira, a demência permanece uma das principais causas de incapacidade, dependência funcional e mortalidade na população idosa, com implicações profundas na qualidade de vida dos doentes e dos seus cuidadores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O custo médio anual por doente foi estimado em aproximadamente 25.200 euros, com variabilidade considerável entre países. Alemanha, Itália, Reino Unido, França e Espanha concentram cerca de 68% do custo total estimado, refletindo diferenças demográficas e organizacionais nos sistemas de cuidados. O estudo, integrado na iniciativa da <em>European Academy of Neurology </em>(EAN), no âmbito do projeto <em>Cost of Illness in Neurology </em>in Europe (COIN-Eu), baseou-se numa revisão sistemática de 45 estudos europeus publicados entre 2010 e 2023, combinando estes dados com estimativas de prevalência do <em>Global Burden of Disease</em> 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para além dos custos diretos e indiretos, é fundamental reconhecer a carga significativa suportada pelos cuidadores informais, frequentemente associada a morbilidade psicológica, exaustão física e impacto negativo na saúde global. Neste contexto, é necessário o desenvolvimento de políticas de saúde integradas que incluam o reforço de infraestruturas de cuidados, estratégias de diagnóstico precoce, apoio estruturado aos cuidadores e implementação de medidas preventivas dirigidas a fatores de risco modificáveis. Adicionalmente, torna-se premente a uniformização metodológica na avaliação dos custos associados à demência, particularmente no que respeita aos cuidados informais, de modo a otimizar o planeamento em saúde e a alocação de recursos.</p>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph"><strong>Referência Bibliográfica</strong></p>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph">Montes-Martinez, M., Welter, L.S., Boon, P. et al. (2026). The Economic Burden of Dementia in Europe: COIN-Eu Dementia. <em>Journal of Alzheimer&#8217;s Disease.</em></p>
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