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	<title>Atualidade Archives - My Neurologia</title>
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	<description>Plataforma multimédia dirigida à comunidade médica da área da neurologia e outros profissionais de saúde envolvidos no tratamento das doenças do foro neurológico.</description>
	<lastBuildDate>Thu, 30 Jul 2026 16:37:24 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Atualidade Archives - My Neurologia</title>
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		<title>Cientista português nomeado para integrar International Society for Autism Research</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Jul 2026 14:18:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O docente da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (FMUC) e investigador Miguel Castelo-Branco foi distinguido pela International Society for Autism Research (INSAR) com uma nomeação para o Comité de Líderes Seniores Globais. O reconhecimento internacional destaca o seu percurso de largos anos e a relevante contribuição científica na área do autismo. Miguel Castelo-Branco, [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">O docente da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (FMUC) e investigador <strong>Miguel Castelo-Branco</strong> foi distinguido pela <em>International Society for Autism Research</em> (INSAR) com uma nomeação para o Comité de Líderes Seniores Globais. O reconhecimento internacional destaca o seu percurso de largos anos e a relevante contribuição científica na área do autismo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Miguel Castelo-Branco, que coordena cientificamente o Centro de Imagem Biomédica e Investigação Translacional do Instituto de Ciências Nucleares Aplicadas à Saúde (ICNAS) da Universidade de Coimbra, passa assim a representar Portugal na rede de topo da INSAR.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Atribuído exclusivamente a especialistas com vasta experiência e liderança reconhecida aquém e além-fronteiras, este título integra o investigador num órgão criado em 2019. O Comité de Líderes Seniores Globais funciona como uma plataforma internacional desenhada para mapear o estado da arte e as prioridades da investigação sobre o autismo em diferentes regiões do mundo, servindo de bússola para as futuras estratégias da INSAR.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Composto por representantes eleitos de várias geografias para mandatos de três anos, o comité tem ainda como missão capacitar a comunidade científica local. Neste papel, os membros seniores atuam como pontos de contacto e referências de excelência no incentivo à promoção e ao desenvolvimento da investigação sobre perturbações do espetro do autismo nos respetivos países.</p>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph">Fonte: UC</p>
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		<title>Centro para tratamento de doenças do cérebro com tecnologia digital inaugurado em Portugal</title>
		<link>https://myneurologia.pt/atualidade/centro-para-tratamento-de-doencas-do-cerebro-com-tecnologia-digital-inaugurado-em-portugal/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Jul 2026 14:11:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Fundação Champalimaud (FC) abriu um novo centro clínico dedicado ao tratamento de doenças neurodegenerativas e acidentes  vasculares cerebrais. O DNTx Centre, que representa um investimento de mais de sete milhões de euros, combina os cuidados médicos tradicionais, recorrendo à Neurologia e à Psiquiatria, com ferramentas digitais avançadas, como videojogos terapêuticos, ambientes de realidade virtual e estimulação cerebral não [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A Fundação Champalimaud (FC) abriu um novo centro clínico dedicado ao tratamento de doenças neurodegenerativas e acidentes  vasculares cerebrais. O DNTx Centre, que representa um investimento de mais de sete milhões de euros, combina os cuidados médicos tradicionais, recorrendo à Neurologia e à Psiquiatria, com ferramentas digitais avançadas, como videojogos terapêuticos, ambientes de realidade virtual e estimulação cerebral não invasiva. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O novo centro parte de uma ideia fundamental: o cérebro humano tem uma grande capacidade de se adaptar e de aprender, mesmo quando está doente ou lesionado. Com os estímulos certos (repetidos, intensos e bem direcionados), é possível ajudar o cérebro a recuperar funções perdidas ou a compensar dificuldades causadas por doenças neurológicas e psiquiátricas. Este constitui um passo importante na evolução do Programa de Neurociências da Fundação Champalimaud, onde a investigação é cada vez mais acompanhada pela prática clínica e esta pela investigação, gerando mais e melhores resultados em benefício do doente. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Tecnologias de pontas utilizadas com base em ferramentas científicas e tecnológicas: jogos digitais terapêuticos, que tornam o treino cerebral mais motivador e eficaz; ambientes imersivos (semelhantes à realidade virtual), que estimulam o cérebro de forma  controlada; estimulação cerebral não invasiva, ou seja, técnicas que atuam sobre o cérebro sem necessidade de cirurgia; análise de movimento corporal, para avaliar e melhorar a forma como os doentes se movem; inteligência artificial, para personalizar os tratamentos a cada doente. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A Fundação Champalimaud convidou o neurologista e neurocientista norte-americano John Krakauer (<em>Johns Hopkins University</em>) para o desenvolvimento deste projeto, cuja direção clínica está a cargo do psiquiatra Albino Oliveira-Maia, e de Marcelo Mendonça, neurologista. Juntos, garantem que a investigação científica e o tratamento dos doentes se alimentam mutuamente.</p>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph">Fonte: Fundação Champalimaud</p>
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		<item>
		<title>Dieta mediterrânica e ómega-3 impulsionam capacidade de raciocínio na adolescência</title>
		<link>https://myneurologia.pt/atualidade/dieta-mediterranica-e-omega-3-impulsionam-capacidade-de-raciocinio-na-adolescencia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Jul 2026 08:56:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Estudos conduzidos pelo IRB CatSud, em estreita colaboração com o Instituto de Saúde Global de Barcelona (ISGlobal), revelam que a adesão à dieta mediterrânica e a presença de hábitos de vida saudáveis desempenham um papel crucial no desenvolvimento cognitivo durante a adolescência. Publicadas na revista científica Nutrients, as investigações cruzaram dados sobre nutrição, bem-estar emocional [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Estudos conduzidos pelo IRB CatSud, em estreita colaboração com o Instituto de Saúde Global de Barcelona (ISGlobal), revelam que a adesão à dieta mediterrânica e a presença de hábitos de vida saudáveis desempenham um papel crucial no desenvolvimento cognitivo durante a adolescência. Publicadas na revista científica <em>Nutrients</em>, as investigações cruzaram dados sobre nutrição, bem-estar emocional e estilo de vida com o desempenho cerebral de cerca de 630 jovens, demonstrando o impacto direto da alimentação na estrutura cognitiva em crescimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O primeiro trabalho de investigação, que recebeu o título &#8220;A Associação entre a Dieta Mediterrânica e os Ácidos Gordos nos Glóbulos Vermelhos dos Adolescentes Espanhóis&#8221;, focou-se em encontrar um indicador objetivo dos hábitos alimentares dos jovens. Para isso, a equipa analisou a correlação direta entre o nível de adesão ao padrão alimentar mediterrânico e o tipo de gorduras que circulam no sangue dos participantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados obtidos confirmaram que este modelo alimentar — caracterizado pelo consumo abundante de vegetais, leguminosas, azeite e peixe — otimiza a absorção de nutrientes vitais para o equilíbrio metabólico e para a performance cerebral. Do ponto de vista biológico, a riqueza desta dieta em ácidos gordos ómega-3 revelou-se fundamental para assegurar o equilíbrio dos neurónios e proteger o cérebro contra os danos provocados pelo stresse oxidativo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No segundo estudo, intitulado &#8220;Padrões de Ácidos Gordos nos Glóbulos Vermelhos e Funções Cognitivas em Adolescentes&#8221;, os investigadores concentraram-se em perceber como a presença destas gorduras saudáveis no sangue se traduzia em competências do dia a dia, tais como a memória, a capacidade de raciocínio e a tomada de decisões.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As principais conclusões indicam que os jovens com maiores concentrações sanguíneas de ómega-3 registam uma <em>performance </em>visivelmente superior em testes de raciocínio e em componentes específicas do processo de tomada de decisão.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Estas capacidades, que se desenvolvem intensamente durante a adolescência, são fundamentais para a função cognitiva e podem ser influenciadas tanto por fatores biológicos como pelo estilo de vida&#8221;, alertam os investigadores responsáveis pelo estudo.</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">As conclusões reforçam a importância de promover políticas de educação alimentar dirigidas às famílias e às escolas, demonstrando que o prato do adolescente dita, em grande parte, o potencial da sua atividade cerebral e do seu rendimento escolar.</p>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph">Fonte: LUSA</p>
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		<item>
		<title>Demência: carga económica europeia ultrapassa 221 mil milhões de euros e expõe peso crítico dos cuidados informais</title>
		<link>https://myneurologia.pt/atualidade/demencia-carga-economica-europeia-ultrapassa-221-mil-milhoes-de-euros-e-expoe-peso-critico-dos-cuidados-informais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rita Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 13:59:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A demência é uma patologia que não só apresenta elevado impacto clínico, como também tem uma carga económica e social expressiva. De acordo com um estudo publicado no Journal of Alzheimer’s Disease, o custo anual da demência em 30 países europeus é de 221 mil milhões de euros, evidenciando a magnitude desta patologia no contexto dos sistemas de [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A demência é uma patologia que não só apresenta elevado impacto clínico, como também tem uma carga económica e social expressiva. De acordo com um estudo publicado no <em>Journal of Alzheimer’s Disease</em>, o custo anual da demência em 30 países europeus é de 221 mil milhões de euros, evidenciando a magnitude desta patologia no contexto dos sistemas de saúde e das economias nacionais. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Importa salientar que cerca de 58% deste encargo está associado a cuidados informais não remunerados, prestados maioritariamente por familiares e cuidadores informais, correspondendo a aproximadamente 128 mil milhões de euros anuais, valor que excede os custos diretos de saúde, estimados em 93 mil milhões de euros. Estes dados sublinham o papel central, embora frequentemente subvalorizado, do suporte informal na gestão da doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2019, estimava-se que cerca de 8,8 milhões de indivíduos viviam com demência nestes países, representando um impacto económico equivalente a 1,6% do produto interno bruto regional. A evolução demográfica, marcada pelo envelhecimento populacional, antecipa um aumento significativo tanto da prevalência da demência como da sua carga económica nas próximas décadas. Para além da dimensão financeira, a demência permanece uma das principais causas de incapacidade, dependência funcional e mortalidade na população idosa, com implicações profundas na qualidade de vida dos doentes e dos seus cuidadores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O custo médio anual por doente foi estimado em aproximadamente 25.200 euros, com variabilidade considerável entre países. Alemanha, Itália, Reino Unido, França e Espanha concentram cerca de 68% do custo total estimado, refletindo diferenças demográficas e organizacionais nos sistemas de cuidados. O estudo, integrado na iniciativa da <em>European Academy of Neurology </em>(EAN), no âmbito do projeto <em>Cost of Illness in Neurology </em>in Europe (COIN-Eu), baseou-se numa revisão sistemática de 45 estudos europeus publicados entre 2010 e 2023, combinando estes dados com estimativas de prevalência do <em>Global Burden of Disease</em> 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para além dos custos diretos e indiretos, é fundamental reconhecer a carga significativa suportada pelos cuidadores informais, frequentemente associada a morbilidade psicológica, exaustão física e impacto negativo na saúde global. Neste contexto, é necessário o desenvolvimento de políticas de saúde integradas que incluam o reforço de infraestruturas de cuidados, estratégias de diagnóstico precoce, apoio estruturado aos cuidadores e implementação de medidas preventivas dirigidas a fatores de risco modificáveis. Adicionalmente, torna-se premente a uniformização metodológica na avaliação dos custos associados à demência, particularmente no que respeita aos cuidados informais, de modo a otimizar o planeamento em saúde e a alocação de recursos.</p>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph"><strong>Referência Bibliográfica</strong></p>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph">Montes-Martinez, M., Welter, L.S., Boon, P. et al. (2026). The Economic Burden of Dementia in Europe: COIN-Eu Dementia. <em>Journal of Alzheimer&#8217;s Disease.</em></p>
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		<item>
		<title>Opção terapêutica oral aprovada na Europa para o tratamento agudo da enxaqueca em adultos</title>
		<link>https://myneurologia.pt/atualidade/opcao-terapeutica-oral-aprovada-na-europa-para-o-tratamento-agudo-da-enxaqueca-em-adultos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Jul 2026 09:31:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Comissão Europeia (CE) aprovou uma nova indicação para um fármaco oral pertencente à classe dos antagonistas do recetor do CGRP, alargando a sua utilização ao tratamento agudo de crises de enxaqueca, com ou sem aura, em adultos. Esta molécula passa assim a ser a única desta classe terapêutica aprovada na União Europeia com dupla [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A Comissão Europeia (CE) aprovou uma nova indicação para um fármaco oral pertencente à classe dos antagonistas do recetor do CGRP, alargando a sua utilização ao tratamento agudo de crises de enxaqueca, com ou sem aura, em adultos. Esta molécula passa assim a ser a única desta classe terapêutica aprovada na União Europeia com dupla indicação: tanto para atuar no momento da crise de dor (conforme necessário), como para a profilaxia contínua em doentes que sofram de, pelo menos, quatro dias de enxaqueca por mês. A decisão fundamentou-se nos resultados do ensaio clínico de Fase 3 ECLIPSE, que demonstrou uma eficácia estatisticamente significativa na ausência de dor ao fim de duas horas, mantendo o efeito clínico e a consistência ao longo de múltiplas crises, o que representa um avanço importante na flexibilidade e segurança do portefólio de cuidados destinados a quem vive com esta patologia debilitante.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A aprovação de atogepant pela Comissão Europeia constitui um marco importante para as pessoas que necessitam de tratamento agudo para a enxaqueca. Os dados clínicos demonstraram que atogepant proporciona um alívio rápido e duradouro das crises de enxaqueca, incluindo a ausência sustentada de dor até 48 horas”, refere Roopal Thakkar, vice-presidente executivo de investigação e desenvolvimento e diretor científico da AbbVie. “Com esta aprovação, a AbbVie consegue dar resposta às necessidades não satisfeitas das pessoas que vivem com enxaqueca na Europa, oferecendo um vasto portefolio de tratamentos agudos e preventivos para a enxaqueca crónica e episódica.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">A enxaqueca é uma doença neurológica prevalente e debilitante, que afeta cerca de 14% da população mundial,(2) com uma incidência mais elevada nas mulheres do que nos homens.(3) Particularmente comum entre indivíduos com idades compreendidas entre os 25 e os 55 anos, (4) as crises de enxaqueca podem caracterizar-se por dores de cabeça intensas e latejantes, comprometimento cognitivo, sensibilidade à luz e ao som e náuseas, resultando em limitações significativas nas atividades diárias. (5,6) A enxaqueca é uma das principais causas de anos vividos com incapacidade e afeta profundamente a qualidade de vida.(7) Esta doença debilitante impõe também um fardo social e financeiro tanto para as pessoas que vivem com enxaqueca como para os sistemas de saúde.(8) De acordo com uma análise recente realizada em seis países europeus, estima-se que a enxaqueca represente um fardo económico de 1,2% a 2,0% do PIB, correspondendo entre 35 mil milhões a 557 mil milhões de euros em perda de produtividade, tanto no trabalho remunerado como no não remunerado respetivamente. (9)</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A enxaqueca é uma doença invisível que perturba a vida quotidiana, incluindo momentos significativos com amigos e familiares, ao mesmo tempo que impõe encargos mentais, físicos e socioeconómicos significativos”, afirma Uwe Reuter, professor de Neurologia no Hospital Universitário Charité, em Berlim, e presidente da Federação Europeia de Cefaleias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O estudo pivotal de Fase 3 demonstrou que atogepant é uma opção de tratamento agudo eficaz para a enxaqueca e que o acesso ao tratamento adequado pode ajudar os médicos a lidar melhor com o fardo desta doença nas pessoas que vivem com enxaqueca.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">A aprovação de atogepant baseia-se nos dados do ensaio clínico ECLIPSE, de Fase 3, que avaliou a eficácia, a segurança e a tolerabilidade de atogepant (60 mg), em comparação com o placebo, no tratamento agudo de uma única crise de enxaqueca e a consistência do efeito ao longo de várias crises, em adultos com historial de enxaqueca, com ou sem aura. (1) O estudo atingiu o seu&nbsp;<em>endpoint&nbsp;</em>primário, demonstrando que atogepant foi superior ao placebo na obtenção da ausência de dor, duas horas após o tratamento da primeira crise de enxaqueca (p &lt; 0,0001).(1)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, o estudo demonstrou significância estatística, em comparação com o placebo, em vários&nbsp;<em>endpoints&nbsp;</em>secundários classificados, incluindo a ausência do sintoma mais incómodo, duas horas após o tratamento, o alívio da dor às duas horas, a redução do uso de medicação de resgate, no prazo de 24 horas, e a ausência sustentada de dor entre as 2 e as 48 horas (p &lt; 0,0001). (1) Atogepant também demonstrou um efeito clinicamente significativo, e consistente, ao longo de múltiplas crises de enxaqueca.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante o período de tratamento de 16 semanas, controlado por placebo em dupla ocultação, o perfil de segurança de atogepant revelou-se, em geral, consistente com o observado na sua indicação aprovada para o tratamento preventivo da enxaqueca. Os efeitos indesejáveis mais comuns foram a nasofaringite e a infeção das vias respiratórias superiores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Atogepant também está aprovado na União Europeia como um antagonista do recetor CGRP de administração única diária para a profilaxia (prevenção) da enxaqueca em adultos com, pelo menos, quatro dias de enxaqueca por mês.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Sobre o Estudo ECLIPSE</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O ECLIPSE é um ensaio clínico de fase 3, multicêntrico, aleatório,em dupla ocultação, controlado por placebo, com duração de 24 semanas, sobre crises múltiplas de enxaqueca, com uma extensão em regime aberto, que recrutou 1 328 adultos com idades compreendidas entre os 18 e os 75 anos com enxaqueca, com ou sem aura, que tinham tido entre dois e oito ataques de enxaqueca moderados a graves por mês em cada um dos três meses anteriores à triagem. O estudo foi realizado em 149 centros na Europa, no Reino Unido, no Japão, na China, na Coreia do Sul e em Taiwan. O <em>endpoint</em> primário foi a ausência de dor duas horas após a primeira crise, enquanto os principais <em>endpoints</em> secundários incluíram a ausência do sintoma mais incómodo duas horas após a administração da dose, o alívio da dor duas horas após a administração, a redução do uso de medicação de resgate no prazo de 24 horas e a ausência sustentada de dor entre 2 e 48 horas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os participantes do estudo ECLIPSE foram aleatorizados para quatro sequências de tratamento em dupla ocultação, com o objetivo de tratar quatro crises de enxaqueca elegíveis, com intensidade de dor de cabeça moderada ou grave, com uma dose única de atogepant (60 mg) ou placebo durante o período de 16 semanas em dupla ocultação. A primeira crise (repartição 1:1 entre placebo e atogepant) foi a única crise utilizada para avaliar o&nbsp;<em>endpoint</em>&nbsp;primário de eficácia e os 16 desfechos secundários de eficácia. Após o tratamento de quatro crises de enxaqueca elegíveis, durante o período duplo-cego, os participantes entraram num período de tratamento aberto, até ao final do estudo (até à semana 24) e trataram as crises de enxaqueca com uma dose única de atogepant (60 mg).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais informações sobre o ensaio clínico ECLIPSE podem ser consultadas em <a href="https://www.google.com/url?q=http://www.clinicaltrials.gov&amp;source=gmail-imap&amp;ust=1784048360000000&amp;usg=AOvVaw1SkcUdo5ExBiWNfHY7TiDI" target="_blank" rel="noreferrer noopener">www.clinicaltrials.gov</a> (NCT06241313).</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Proteína cerebral pode abrir caminho a novas terapias para o autismo</title>
		<link>https://myneurologia.pt/atualidade/proteina-cerebral-pode-abrir-caminho-a-novas-terapias-para-o-autismo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Jul 2026 10:28:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma equipa de investigadores da Universidade de Aveiro (UA) identificou um novo papel desempenhado pela proteína STEP (Striatal-Enriched Protein Tyrosine Phosphatase) no desenvolvimento e funcionamento das ligações entre neurónios, uma descoberta que poderá contribuir para futuras estratégias terapêuticas para a síndrome do X Frágil, a forma hereditária mais comum de deficiência intelectual e uma das [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Uma equipa de investigadores da Universidade de Aveiro (UA) identificou um novo papel desempenhado pela proteína STEP (<em>Striatal-Enriched Protein Tyrosine Phosphatase</em>) no desenvolvimento e funcionamento das ligações entre neurónios, uma descoberta que poderá contribuir para futuras estratégias terapêuticas para a síndrome do X Frágil, a forma hereditária mais comum de deficiência intelectual e uma das principais causas genéticas do autismo. Para <strong>Ramiro Almeida</strong>, coordenador do estudo, os resultados agora obtidos poderão ter implicações importantes a médio e longo prazo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Até agora, sabia-se que a STEP atuava sobretudo na regulação de mecanismos pós-sinápticos, mas o seu papel nas fases iniciais da formação das sinapses – estruturas responsáveis pela comunicação entre neurónios – permanecia pouco compreendido. O novo <a href="https://www.pnas.org/doi/10.1073/pnas.2424788123" target="_blank" rel="noreferrer noopener">estudo</a>, publicado na <em>Proceedings of the National Academy of Sciences of the United States of America</em>, revela que esta proteína funciona como uma espécie de “travão” ao desenvolvimento das terminações nervosas, limitando a maturação das sinapses e a eficiência da transmissão dos sinais cerebrais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Recorrendo a modelos experimentais <em>in vitro</em> e <em>in vivo</em>, os investigadores Joel Pires e Ramiro Almeida, do Instituto de Biomedicina e do Departamento de Ciências Médicas da UA, em parceria com investigadores das universidades de Coimbra e da Beira Interior, demonstraram que a redução ou inibição da atividade da STEP favorece a organização das proteínas envolvidas no armazenamento e libertação de neurotransmissores, promovendo a formação de um maior número de sinapses funcionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados mostram ainda que a ausência da proteína aumenta a excitabilidade dos neurónios e a sincronização das redes neuronais, indicadores de uma comunicação mais eficaz entre as células nervosas. Segundo os autores, este efeito resulta da manutenção de mecanismos moleculares que favorecem a montagem das estruturas responsáveis pela libertação dos neurotransmissores.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Futuro com terapias mais dirigidas</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Particularmente relevante é a observação de que a inibição da STEP foi capaz de corrigir defeitos na formação das sinapses em neurónios com mutações associadas à síndrome do X Frágil. A descoberta sugere que alterações na atividade desta proteína podem estar envolvidas nas perturbações sinápticas características da doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os investigadores defendem, por isso, que a STEP desempenha um papel central na regulação da comunicação neuronal e que a sua inibição poderá constituir uma abordagem promissora para restaurar o funcionamento das sinapses em pessoas com síndrome do X Frágil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Ao identificar a STEP como um regulador da formação de sinapses, este trabalho abre novas possibilidades para compreender melhor doenças em que a comunicação entre neurónios está alterada, como a síndrome do X Frágil e, potencialmente, outras perturbações do neurodesenvolvimento”, sublinha. “A longo prazo, este conhecimento poderá contribuir para o desenvolvimento de novas estratégias terapêuticas destinadas a restaurar ou melhorar a conectividade neuronal”, acrescenta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o investigador, o estudo ajuda a perceber melhor como o cérebro constrói as suas redes de comunicação e de que forma esse processo pode falhar em contexto de doença. “Esse conhecimento é essencial para, no futuro, desenhar terapias mais dirigidas para corrigir disfunções sinápticas”, conclui.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo aprofunda o conhecimento sobre os mecanismos que orientam a formação das redes neuronais e abre novas perspetivas para o desenvolvimento de terapias dirigidas a doenças do neurodesenvolvimento.</p>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph">Fonte: UA</p>
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		<title>Projeto de investigação da Universidade de Coimbra está a estudar os efeitos do mindfulness no cérebro</title>
		<link>https://myneurologia.pt/atualidade/projeto-de-investigacao-da-universidade-de-coimbra-esta-a-estudar-os-efeitos-do-mindfulness-no-cerebro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 11:18:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma equipa de investigação, liderada pela Universidade de Coimbra (UC), está a conduzir um estudo que tem como objetivo central compreender os efeitos da prática de mindfulness no cérebro, no funcionamento cognitivo, na Saúde Mental e no bem-estar. Em concreto, o projeto de investigação MindfulBrain+ quer compreender de que forma a prática regular de mindfulness influencia processos cognitivos, como a [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Uma equipa de investigação, liderada pela Universidade de Coimbra (UC), está a conduzir um estudo que tem como objetivo central compreender os efeitos da prática de <em>mindfulness</em> no cérebro, no funcionamento cognitivo, na Saúde Mental e no bem-estar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em concreto, o projeto de investigação MindfulBrain+ quer compreender de que forma a prática regular de <em>mindfulness</em> influencia processos cognitivos, como a atenção, o controlo cognitivo e a regulação fisiológica. A investigação pretende também analisar os efeitos da combinação entre <em>mindfulness </em>e estimulação transcraniana por corrente contínua (tDCS), uma técnica não invasiva de estimulação cerebral que permite modular a atividade neuronal, tornando determinadas áreas do cérebro mais ou menos excitáveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Estudos anteriores sugerem que a prática de&nbsp;<em>mindfulness</em>&nbsp;pode influenciar redes cerebrais ligadas à atenção, à autorregulação e ao processamento emocional. No entanto, ainda não é claro por que razão algumas pessoas beneficiam mais do que outras desta prática, nem que alterações ocorrem simultaneamente no cérebro e no corpo”, explica a docente da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra (FPCEUC) e investigadora do Centro de Investigação em Neuropsicologia e Intervenção Cognitivo-Comportamental (CINEICC), Ana Ganho Ávila.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A coordenadora do estudo esclarece ainda que um estudo anterior, publicado em 2025 e que envolveu 107 adultos que não praticavam <em>mindfulness</em>, “mostrou que uma sessão única de mindfulness em realidade virtual não melhora significativamente o desempenho cognitivo, mas houve diferenças na ativação autonómica, sugerindo menor ativação fisiológica – como <em>stress</em> com menor intensidade – associada a uma sessão única de mindfulness”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste contexto, de forma a aprofundar o conhecimento sobre esta prática, o MindfulBrain+ pretende estudar o <em>mindfulness </em>de forma integrada, “combinando o registo da atividade cerebral através de espectroscopia funcional de infravermelho próximo (conhecida como fNIRS, uma técnica de neuroimagem que, através das alterações na oxigenação do sangue, avalia a atividade cerebral), bem como indicadores fisiológicos, como a atividade cardíaca e a resposta autonómica. O projeto inclui também a comparação dos efeitos da prática de mindfulness com os efeitos da estimulação cerebral não invasiva e efeitos da combinação das duas abordagens”, partilha Ana Ganho Ávila.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Desta forma, será possível compreender os mecanismos que ligam mindfulness, cérebro, corpo e cognição. Estes resultados poderão ajudar a desenvolver, no futuro, estratégias mais personalizadas para promover processos cognitivos que estão na base da regulação emocional e de sintomas comuns como aqueles associados às perturbações de ansiedade e depressão”, sublinha a investigadora e docente da UC.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste momento, está a decorrer o recrutamento de voluntários para participar numa fase do projeto que procura compreender estes processos em praticantes experientes de&nbsp;<em>mindfulness</em>. Podem participar adultos entre os 18 e os 65 anos de idade, fluentes em português, com experiência consistente na prática de&nbsp;<em>mindfulness</em>. “Estamos à procura de pessoas que pratiquem regularmente&nbsp;<em>mindfulness</em>&nbsp;há, pelo menos, dois anos e que mantenham uma prática mínima de duas horas semanais, distribuídas por três ou mais dias por semana nos últimos três meses”, partilha a coordenadora do estudo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A participação envolve o preenchimento de <a href="https://ls.fpce.uc.pt/limesurvey/index.php?r=survey/index&amp;sid=355513" target="_blank" rel="noreferrer noopener">questionários</a>, a realização de uma meditação guiada com duração aproximada de 20 minutos e tarefas destinadas a avaliar diferentes funções cognitivas ao longo de três sessões (uma sessão por mês), agendadas para três meses consecutivos. Algumas sessões vão incluir a aplicação de estimulação cerebral suave através de tDCS. A recolha de dados dos participantes tem lugar em Coimbra, Lisboa e Porto, podendo o participante escolher a cidade mais conveniente. </p>
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		<title>Hospital de Ponta Delgada introduz inteligência artificial para acelerar tratamento do AVC</title>
		<link>https://myneurologia.pt/atualidade/hospital-de-ponta-delgada-introduz-inteligencia-artificial-para-acelerar-tratamento-do-avc/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 11:10:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Hospital do Divino Espírito Santo (HDES) de Ponta Delgada, nos Açores, está a utilizar uma ferramenta de inteligência artificial (IA) para “acelerar o diagnóstico e o tratamento” do acidente vascular cerebral (AVC). Este é um “passo decisivo” na modernização dos cuidados de saúde na região, com a introdução da plataforma Brainomix 360. “Esta tecnologia [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O Hospital do Divino Espírito Santo (HDES) de Ponta Delgada, nos Açores, está a utilizar uma ferramenta de inteligência artificial (IA) para “acelerar o diagnóstico e o tratamento” do acidente vascular cerebral (AVC). Este é um “passo decisivo” na modernização dos cuidados de saúde na região, com a introdução da plataforma Brainomix 360.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Esta tecnologia de IA de última geração foi especificamente concebida para revolucionar o tratamento do AVC, otimizando o diagnóstico e a rapidez de intervenção, fatores críticos num cenário onde tempo é cérebro&#8221;, indica a instituição.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A introdução deste sistema ao serviço da Unidade de AVC e do Serviço de Imagiologia permite que os exames de tomografia computadorizada (TC) sejam processados de forma automatizada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Em poucos segundos, a IA identifica sinais precoces de isquemia e grandes oclusões vasculares que poderiam ser de difícil deteção inicial, garantindo uma precisão diagnóstica ao nível dos melhores centros neurovasculares do mundo”, explica o HDES.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Raquel Senra, responsável pela Unidade Cérebro Vascular do hospital, esta inovação é “vital, uma vez que o AVC é uma emergência médica que poderá levar a um elevado grau de incapacidade e mesmo ao óbito”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“É fundamental que façamos o diagnóstico o mais precocemente possível e, desta forma, administrar o melhor tratamento o mais rapidamente. A inteligência artificial irá possibilitar que, de forma quase imediata, possamos identificar sinais precoces de isquemia cerebral e de oclusão de vaso intracraniano e desta forma possibilitar a sua rápida abordagem&#8221;, relata a responsável no comunicado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como atualmente a Região Autónoma dos Açores não realiza trombectomia mecânica, sendo os doentes enviados maioritariamente para a ilha da Madeira, Raquel Senra sublinha que, com utilização da IA, a partilha das imagens “acontecerá praticamente em tempo real, o que vem agilizar o processo” da denominada evacuação médica”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A grande inovação reside também na mobilidade e na partilha de informação em tempo real, uma vez que, através de uma aplicação móvel segura, os médicos especialistas podem visualizar as imagens processadas e comunicar instantaneamente, independentemente da sua localização”, indica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desta forma, ficam facilitadas as “decisões imediatas sobre tratamentos cruciais como a trombólise ou a transferência para trombectomia”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O HDES já possui, desde julho de 2025, o sistema Gleamer Copilot, para radiografias de urgência, através dos módulos BoneView (especializado na deteção de fraturas, efusões articulares e luxações) e ChestView (focado na deteção de patologias críticas como pneumotórax, nódulos pulmonares, derrames pleurais e opacidades alveolares).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao automatizar a análise de TC e permitir a partilha de dados em tempo real, o estabelecimento garante uma cobertura tecnológica abrangente, “assegurando aos açorianos cuidados de vanguarda no combate a uma das principais causas de mortalidade e incapacidade em Portugal”.</p>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph">Fonte: LUSA</p>
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		<title>Esclerose múltipla afeta vida social e profissional para além dos sintomas físicos</title>
		<link>https://myneurologia.pt/atualidade/esclerose-multipla-afeta-vida-social-e-profissional-para-alem-dos-sintomas-fisicos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rita Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jun 2026 11:00:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A esclerose múltipla (EM) tem um impacto significativo na vida das pessoas muito para além das suas manifestações físicas, afetando sobretudo a vida social e profissional, de acordo com novos dados apresentados no Congresso da Academia Europeia de Neurologia (EAN) 2026, em Genebra. Segundo o estudo [1], 51% das pessoas com EM referem que a [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A esclerose múltipla (EM) tem um impacto significativo na vida das pessoas muito para além das suas manifestações físicas, afetando sobretudo a vida social e profissional, de acordo com novos dados apresentados no Congresso da Academia Europeia de Neurologia (EAN) 2026, em Genebra. Segundo o estudo [1], 51% das pessoas com EM referem que a doença afeta a sua vida social, enquanto 48% apontam impacto na vida profissional. Os resultados sublinham que as consequências da doença vão além da dimensão clínica, influenciando múltiplos determinantes sociais da saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A investigação, denominada SocialMS, foi conduzida por uma equipa italiana e envolveu 1.039 adultos acompanhados em 68 centros especializados em esclerose múltipla. O estudo analisou o impacto da doença em quatro áreas-chave: educação, trabalho, recursos financeiros e vida social.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A vida social destacou-se como a dimensão mais afetada (51%), seguida do trabalho (48%), dos recursos financeiros (34%) e da educação (19%). Os investigadores verificaram ainda que estas áreas estão fortemente interligadas, sendo particularmente relevantes as associações entre trabalho e vida social, e entre trabalho e situação financeira.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados mostram também que os doentes em situação mais vulnerável, nomeadamente com dificuldades económicas, maior grau de incapacidade, comorbilidades ou reforma antecipada, são os mais afetados em múltiplas dimensões.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar destes desafios, cerca de 90% dos participantes referiram receber algum tipo de apoio social. A família surge como principal fonte de suporte, tanto prático (61%) como emocional (76%), seguida pelos amigos, que foram referidos por 43% dos inquiridos como fonte de apoio emocional. O estudo destaca ainda fontes de apoio menos convencionais: mais de 16% dos participantes referiram apoio emocional proveniente de animais de companhia, enquanto quase 12% indicaram os colegas de trabalho como suporte emocional. Ainda assim, a doença pode também colocar pressão sobre as relações pessoais. Entre os participantes cuja vida social foi afetada, 54% relataram impacto na relação com o parceiro e 46% nas amizades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo conclui que é essencial reforçar a articulação entre cuidados de saúde e apoio social, bem como implementar políticas que reduzam o impacto socioeconómico da doença. A avaliação sistemática destes fatores poderá ajudar a identificar necessidades não satisfeitas e a reduzir desigualdades entre pessoas com esclerose múltipla.</p>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph"><strong>Referência</strong></p>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph">[1] Ponzano, M., Signori, A., Landi, D., et al. (2026). Exploring the impact of multiple sclerosis on social determinants of health: results from the SocialMS study. Abstract A-26-16674. Presented at the 12th EAN Congress (Geneva, Switzerland).</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>Temperaturas extremas aumentam idas às urgências entre pessoas com doenças neurológicas</title>
		<link>https://myneurologia.pt/atualidade/temperaturas-extremas-aumentam-idas-as-urgencias-entre-pessoas-com-doencas-neurologicas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rita Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jun 2026 10:54:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A exposição a temperaturas extremas, tanto de calor como de frio, está associada a um aumento do risco de idas ao serviço de urgência entre pessoas com doenças neurológicas, segundo um estudo italiano [1] apresentado no congresso de 2026 da&#160;European Academy of Neurology.&#160;A investigação, conduzida por cientistas do&#160;IRCCS Institute of Neurological Sciences, analisou dados de [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A exposição a temperaturas extremas, tanto de calor como de frio, está associada a um aumento do risco de idas ao serviço de urgência entre pessoas com doenças neurológicas, segundo um estudo italiano [1] apresentado no congresso de 2026 da&nbsp;<em>European Academy of Neurology</em>.&nbsp;A investigação, conduzida por cientistas do&nbsp;<em>IRCCS Institute of Neurological Sciences</em>, analisou dados de 13.680 pessoas com demência e 2.755 com doença de Parkinson, entre 2015 e 2024, em Bolonha.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados reforçam a evidência de que fatores ambientais podem ter impactos mensuráveis na saúde de pessoas com doenças neurológicas, numa altura em que as alterações climáticas intensificam a frequência e a severidade de fenómenos meteorológicos extremos. A&nbsp;exposição&nbsp;a calor extremo (cerca de 29,7°C) esteve associada a um aumento de 11% nas idas às urgências nos três dias seguintes&nbsp;(RR=1,11; IC 95% 1,04–1,19). Já o frio extremo (cerca de 1,5°C) revelou um efeito mais tardio, com um aumento de 14% do risco cerca de 10 dias após a exposição&nbsp;&nbsp;(RR=1,14; IC 95% 1,03–1,26).&nbsp;O impacto do calor foi particularmente significativo em pessoas entre os 70 e os 90 anos, grupo em que o risco de recorrer ao serviço de urgência aumentou 19%&nbsp;(RR=1,19; IC 95% 1,10–1,29)&nbsp;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por outro lado, no caso da doença de Parkinson, não foi encontrada uma associação clara entre temperaturas extremas e aumento de episódios de urgência, embora os investigadores admitam que a dimensão mais reduzida da amostra possa ter limitado as conclusões.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os cientistas identificaram ainda um fenómeno designado por&nbsp;&nbsp;“harvesting effect”, em que períodos de maior procura de Cuidados de Saúde são seguidos por uma redução temporária do risco. Este padrão sugere que as temperaturas extremas podem antecipar eventos de saúde que ocorreriam mais tarde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os mecanismos que explicam a maior vulnerabilidade das pessoas com demência poderão ser tanto biológicos como comportamentais. Por um lado, o&nbsp;<em>stress&nbsp;</em>fisiológico provocado pelas temperaturas extremas pode afetar mais intensamente organismos frágeis, por outro, o défice cognitivo pode dificultar a adoção de comportamentos de proteção, como hidratação adequada ou proteção contra o frio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os autores defendem que estes resultados devem ser considerados no planeamento de respostas de saúde pública, sublinhando a necessidade de medidas específicas para proteger populações vulneráveis durante períodos de calor e frio extremos.</p>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph"><strong>Referência</strong></p>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph">[1] Vignatelli, L., et al. (2026). Impact of extreme temperatures on emergency department visits among persons with neurological disorders. Abstract A-26-18900. Presented at the 12th EAN Congress (Geneva, Switzerland).&nbsp;</p>
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