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	<title>Gonçalo Martins, Author at My Neurologia</title>
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	<description>Plataforma multimédia dirigida à comunidade médica da área da neurologia e outros profissionais de saúde envolvidos no tratamento das doenças do foro neurológico.</description>
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	<title>Gonçalo Martins, Author at My Neurologia</title>
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		<title>Eficácia e sustentabilidade no tratamento da esclerose múltipla</title>
		<link>https://myneurologia.pt/entrevistas/eficacia-e-sustentabilidade-no-tratamento-da-esclerose-multipla/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gonçalo Martins]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Mar 2026 10:36:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No âmbito do evento Trust4Life, promovido pela Merck, Paulo Horta Carinha, da Unidade Local de Saúde da Região de Aveiro, analisa o impacto de um regime terapêutico inovador de curta duração no tratamento da esclerose múltipla (EM). Numa conversa centrada no paradigma de Value-Based Healthcare (VBHC), o especialista destaca como esta abordagem oral de apenas [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">No âmbito do evento Trust4Life, promovido pela Merck, <strong>Paulo Horta Carinha</strong>, da Unidade Local de Saúde da Região de Aveiro, analisa o impacto de um regime terapêutico inovador de curta duração no tratamento da esclerose múltipla (EM). Numa conversa centrada no paradigma de <em>Value-Based Healthcare</em> (VBHC), o especialista destaca como esta abordagem oral de apenas 20 dias — distribuídos pelos dois primeiros anos — consegue aliar resultados clínicos sustentados a longo prazo com uma redução drástica da carga terapêutica para o doente. Leia a entrevista.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>News Farma (NF) | Qual a principal vantagem do&nbsp;regime terapêutico com a cladribina no&nbsp;doente recém-diagnosticado e no doente com longa evolução de doença?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Paulo Horta Carinha (PHC) |</strong> A cladribina apresenta benefícios quando usada precocemente, com dados de 4 anos a mostrar maior eficácia em doentes recém-diagnosticados, incluindo reduções adicionais na taxa anual de surtos. Como terapêutica oral de curta duração, reduz radicalmente a carga inicial de tratamento numa fase em que o doente ainda está a adaptar-se à doença. O regime consiste em apenas 20 dias de tratamento repartidos pelos 2 primeiros dois anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em doentes com longa evolução da doença, com história prévia de múltiplas terapêuticas e/ou com acumulação de fadiga de tratamento, a Cladribina é especialmente útil pelo seu perfil de elevada persistência e adesão. Estudos de vida real mostram que a simplicidade posológica da cladribina melhora a persistência e reduz o risco de descontinuação, um fator crítico na EM de longa duração.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF |</strong> <strong>Como enquadra o perfil terapêutico da cladribina no atual paradigma de <em>Value-Based Healthcare</em> no sistema de saúde?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>PHC | </strong>Considerando que o VBHC contextualiza a melhoria da qualidade de vida dos doentes, otimizando os custos, a cladribina encaixa de forma excecional no modelo porque:</p>



<p class="wp-block-paragraph">a) Gera <em>outcomes</em> clínicos sustentados com baixa utilização de recursos &#8211; benefício duradouro em múltiplas dimensões (surtos, RMN, progressão, cognição) com apenas dois ciclos curtos, com eficácia sustentada ao longo de 4 anos sem necessidade de imunossupressão contínua.</p>



<p class="wp-block-paragraph">b) Reduz a variabilidade de prática clínica &#8211; menos visitas, menos monitorização intensiva, menor dependência de infraestruturas (hospital de dia ou infusões).</p>



<p class="wp-block-paragraph">c) Aumenta adesão e persistência — um pilar central do VBHC &#8211; a&nbsp;elevada simplicidade posológica reduz falhas, um fator crítico para manter resultados a longo prazo em EM.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF | De que forma o regime posológico de curta duração se traduz em ganhos económicos para o sistema de saúde e em benefícios mensuráveis na qualidade de vida dos doentes?&nbsp;&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>PHC | </strong>a) Ganhos económicos diretos, com menos utilização de serviços hospitalares: não requer infusões, reduz hospital de dia, menos monitorização regular. Menos deslocações e menor absentismo, particularmente relevante em doentes jovens.</p>



<p class="wp-block-paragraph">b) Ganhos económicos indiretos, com menos surtos: menos urgências, menos internamentos, menos corticoterapia. A eficácia sustentada reduz a necessidade de <em>switches</em> frequentes de terapêutica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">c) Melhoria objetiva da qualidade de vida, liberta os doentes de tratamentos contínuos, permitindo maior autonomia, menos interrupções da vida pessoal e familiar. A redução da carga terapêutica aumenta a perceção de controlo da doença e melhora o bem-estar psicológico.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF | A previsibilidade de custos da cladribina a médio prazo constitui uma vantagem competitiva para a gestão hospitalar e planeamento orçamental?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>PHC | </strong>Com os custos concentrados e previsíveis (no ano 0 e 1),&nbsp;permite às instituições&nbsp;prever despesa plurianual&nbsp;e reduzir o risco financeiro associado a terapêuticas contínuas mais dispendiosas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Menor carga logística e de recursos, pela&nbsp;menor pressão sobre hospital de dia, enfermagem, farmácia e logística e menos monitorização, menos MCDTs e menos consultas de vigilância.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Facilita indicadores como, custo por doente estabilizado, custo por redução de surtos e custo por atraso de progressão, ajustando-se a modelos de pagamentos por <em>outcomes</em> e alinhamento com contratos VBHC.&nbsp;A previsibilidade clínica reforça a previsibilidade económica. A cladribina é provavelmente o fármaco que melhor combina eficácia a longo prazo, adesão elevada, carga terapêutica mínima, segurança operacional e previsibilidade orçamental.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>Desafios do envelhecimento e a evolução da doença na estratégia terapêutica</title>
		<link>https://myneurologia.pt/entrevistas/desafios-do-envelhecimento-e-a-evolucao-da-doenca-na-estrategia-terapeutica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gonçalo Martins]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Mar 2026 10:27:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A gestão da esclerose múltipla enfrenta novos desafios à medida que a prevalência da doença aumenta em idades mais avançadas, exigindo uma adaptação às mudanças no perfil biológico do doente. A reunião Trust4Life, desenvolvida pela Merck, recebeu o especialista Rui Guerreiro, da Unidade Local de Saúde da Arrábida, que explicou que a patologia evolui de [&#8230;]</p>
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]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">A gestão da esclerose múltipla enfrenta novos desafios à medida que a prevalência da doença aumenta em idades mais avançadas, exigindo uma adaptação às mudanças no perfil biológico do doente. A reunião Trust4Life, desenvolvida pela Merck, recebeu o especialista <strong>Rui Guerreiro</strong>, da Unidade Local de Saúde da Arrábida, que explicou que a patologia evolui de um componente predominantemente inflamatório para um estado mais degenerativo com o passar dos anos. Perante este cenário, agravado pela imunossenescência e pela presença de comorbilidades, a escolha de tratamentos que não submetam o doente a uma pressão imunitária contínua torna-se uma prioridade clínica. Veja o vídeo.</p>



<figure class="wp-block-embed aligncenter is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="RUI GUERREIRO" src="https://player.vimeo.com/video/1175131098?h=3fc894425b&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">O especialista destacou que a cladribina apresenta um perfil favorável para doentes mais velhos, funcionando frequentemente como uma eficaz &#8220;estratégia de saída&#8221;. Embora a estabilidade da doença possa sugerir a interrupção total do tratamento, Rui Guerreiro alertou que uma percentagem de doentes acaba por reativar a atividade patológica. Nesse sentido, esta terapêutica de reconstituição imunitária permite manter a eficácia sem os riscos de uma imunossupressão crónica, apresentando resultados de segurança e eficácia em doentes acima dos 50 anos que são comparáveis aos observados em populações mais jovens.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quanto ao perfil de segurança a longo prazo, os dados de vida real corroboram a confiança nesta opção terapêutica, não revelando diferenças significativas nos riscos entre faixas etárias distintas. Um dos principais riscos identificado em contexto real — a reativação do vírus <em>herpes zoster</em> — pode ser mitigado através de estratégias preventivas, como a vacinação, que reduzem as complicações infeciosas associadas. Assim, o tratamento assegura um equilíbrio entre o controlo da progressão degenerativa e a manutenção da qualidade de vida do doente sénior.</p>
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		<item>
		<title>Conveniência e decisão partilhada: o impacto da terapêutica oral na qualidade de vida</title>
		<link>https://myneurologia.pt/entrevistas/conveniencia-e-decisao-partilhada-o-impacto-da-terapeutica-oral-na-qualidade-de-vida/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gonçalo Martins]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Mar 2026 10:25:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A facilidade de manuseamento e o perfil de segurança das opções terapêuticas modernas surgem como pilares fundamentais na gestão da esclerose múltipla, permitindo uma decisão clínica mais robusta e partilhada entre médico e doente. No contexto do projeto Trust4Life, promovido pela Merck, a especialista Lia Leitão, da Unidade Local de Saúde de Amadora-Sintra, sublinhou que [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">A facilidade de manuseamento e o perfil de segurança das opções terapêuticas modernas surgem como pilares fundamentais na gestão da esclerose múltipla, permitindo uma decisão clínica mais robusta e partilhada entre médico e doente. No contexto do projeto Trust4Life, promovido pela Merck, a especialista <strong>Lia Leitão</strong>, da Unidade Local de Saúde de Amadora-Sintra, sublinhou que a escolha de tratamentos orais com poucos dias de administração ao longo de quatro anos é um fator determinante para a adesão. Segundo a neurologista, evitar a toma diária de fármacos ou as deslocações frequentes ao hospital para tratamentos endovenosos reduz significativamente o impacto da doença crónica no quotidiano dos doentes, maioritariamente jovens.</p>



<figure class="wp-block-embed aligncenter is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="LIA LEITÃO" src="https://player.vimeo.com/video/1175130895?h=36320ff307&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A especialista destacou que os doentes sem tratamento prévio (naïve) ou aqueles que realizam a primeira troca de medicação com atividade de doença moderada são os que mais beneficiam desta abordagem. Os dados apresentados por centros nacionais e internacionais reforçam que os resultados clínicos estão em linha com a literatura científica, demonstrando uma eficácia elevada especialmente quando não existe uma carga excessiva de lesões medulares. Esta evidência sustenta a confiança na utilização de fármacos que, além de eficazes, se revelam simples de monitorizar na prática clínica diária.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Relativamente ao perfil de segurança, Lia Leitão afirmou que o medicamento apresenta um bom perfil de segurança e é fácil de manusear, com efeitos adversos expectáveis e reportados nos estudos de referência. Entre os aspetos monitorizados encontram-se alguns graus de linfopenia, infeções virais (nomeadamente herpéticas) e elevações transitórias das enzimas hepáticas, todas situações já descritas e sem novos alertas de segurança até ao momento. Para a especialista, esta previsibilidade analítica aliada à comodidade da administração traduz-se diretamente numa melhor qualidade de vida para quem vive com a patologia.</p>
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		<item>
		<title>Liberdade terapêutica e a personalização do tratamento na esclerose múltipla</title>
		<link>https://myneurologia.pt/entrevistas/liberdade-terapeutica-e-a-personalizacao-do-tratamento-na-esclerose-multipla/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gonçalo Martins]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Mar 2026 10:22:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A abordagem à esclerose múltipla deve ser adaptada aos diferentes objetivos de vida e perfis clínicos, desde o jovem ativo à pessoa idosa com múltiplas patologias. Sónia Baptista, da Unidade Local de Saúde de Coimbra, foi moderadora convidada pela Merck no evento Trust4Life e destacou que as novas estratégias de reconstituição imunitária permitem criar &#8220;períodos [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A abordagem à esclerose múltipla deve ser adaptada aos diferentes objetivos de vida e perfis clínicos, desde o jovem ativo à pessoa idosa com múltiplas patologias. <strong>Sónia Baptista</strong>, da Unidade Local de Saúde de Coimbra, foi moderadora convidada pela Merck no evento Trust4Life e destacou que as novas estratégias de reconstituição imunitária permitem criar &#8220;períodos de janela&#8221;. Nestes intervalos, os doentes recuperam uma vida dita normal, sem a obrigatoriedade de medicação contínua ou de análises frequentes, o que facilita a atividade profissional, as viagens e o planeamento familiar. Assista à entrevista.</p>



<figure class="wp-block-embed aligncenter is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="SÓNIA BAPTISTA" src="https://player.vimeo.com/video/1175131845?h=e725340ebd&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Para os doentes mais jovens, a especialista sublinhou que a intervenção precoce é fundamental para bloquear a “cascata inflamatória” e modificar o curso da doença a longo prazo. Neste grupo, o tratamento favorece a atividade profissional, viagens e o planeamento familiar, permitindo a gravidez e a amamentação sem os constrangimentos de uma imunossupressão crónica. Contudo, ressalvou a importância de manter expectativas realistas, monitorizando a necessidade de novos ciclos de tratamento através de biomarcadores e ressonância, dado o maior potencial inflamatório nestas idades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já no doente mais idoso, a estratégia foca-se no perfil de segurança e na redução de complicações infeciosas, aproveitando o facto de a terapêutica não ser de manutenção para evitar efeitos cumulativos num sistema imunitário já envelhecido. Nestes casos, a abordagem é frequentemente apresentada como uma &#8220;estratégia de saída&#8221;, com a expectativa de que este possa ser o último tratamento necessário face à menor probabilidade de reativação da doença nesta fase da vida. Dados de vida real reforçam que, mesmo em situações de retratamento, o perfil de segurança se mantém consistente, sem aumento de efeitos secundários.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Diagnóstico precoce e versatilidade terapêutica na gestão da esclerose múltipla</title>
		<link>https://myneurologia.pt/entrevistas/diagnostico-precoce-e-versatilidade-terapeutica-na-gestao-da-esclerose-multipla/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gonçalo Martins]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Mar 2026 10:17:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No contexto do projeto Trust4Life, promovido pela Merck, a especialista Carmo Macário, da Unidade Local de Saúde de Coimbra, enfatizou a importância crítica de identificar e tratar a esclerose múltipla nos seus estágios mais precoces, como o Síndrome Radiológico Isolado (RIS) e o Síndrome Clínico Isolado (CIS). A médica destacou que a deteção de fatores [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">No contexto do projeto Trust4Life, promovido pela Merck, a especialista <strong>Carmo Macário</strong>, da Unidade Local de Saúde de Coimbra, enfatizou a importância crítica de identificar e tratar a esclerose múltipla nos seus estágios mais precoces, como o Síndrome Radiológico Isolado (RIS) e o Síndrome Clínico Isolado (CIS). A médica destacou que a deteção de fatores de mau prognóstico, como lesões na medula, no tronco cerebral ou a presença de bandas oligoclonais, deve ditar o início imediato da terapêutica. Esta intervenção atempada é fundamental, visto que o tratamento precoce melhora significativamente o prognóstico futuro do doente, seguindo o princípio de que, nesta patologia, &#8220;tempo é cérebro&#8221;.</p>



<figure class="wp-block-embed aligncenter is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="CARMO MACÁRIO" src="https://player.vimeo.com/video/1175140683?h=eb4cd9da3d&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Carmo Macário salientou a excelência da cladribina em cenários clínicos específicos, nomeadamente em mulheres jovens que desejam engravidar. Por ser administrada em curtos pulsos com efeito prolongado, esta terapêutica permite que a doente planeie a gestação com um bom perfil de segurança desde a última toma, garantindo que a doença está controlada sem que o fármaco circule no organismo durante o desenvolvimento embrionário ou a amamentação. Esta flexibilidade assegura a estabilização clínica da mãe e a proteção da saúde do bebé.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Adicionalmente, a especialista apontou a cladribina como uma escolha de eleição para doentes mais velhos ou com múltiplas comorbilidades, especialmente cardiovasculares. Devido ao seu perfil de ação e tolerabilidade, este fármaco evita complicações como a hipotensão ou interferências cardíacas comuns em outros grupos terapêuticos, como os anticorpos monoclonais ou os inibidores da S1P. Assim, a manutenção da eficácia a longo prazo, aliada à ausência de efeitos secundários contínuos, torna esta opção com um bom perfil de segurança para populações com riscos vasculares acrescidos.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Segurança e gestão da imunossenescência no tratamento da esclerose múltipla</title>
		<link>https://myneurologia.pt/entrevistas/seguranca-e-gestao-da-imunossenescencia-no-tratamento-da-esclerose-multipla/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gonçalo Martins]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Mar 2026 10:10:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A abordagem à esclerose múltipla em idades mais avançadas exige um equilíbrio minucioso entre a eficácia do tratamento e a fragilidade de um sistema imunitário envelhecido. No âmbito do evento Trust4Life da Merck, o especialista Carlos Capela, da Unidade Local de Saúde de São José, defendeu que a escolha terapêutica nesta fase deve priorizar a [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A abordagem à esclerose múltipla em idades mais avançadas exige um equilíbrio minucioso entre a eficácia do tratamento e a fragilidade de um sistema imunitário envelhecido. No âmbito do evento Trust4Life da Merck, o especialista <strong>Carlos Capela</strong>, da Unidade Local de Saúde de São José, defendeu que a escolha terapêutica nesta fase deve priorizar a redução de riscos de infeção e a minimização de interações medicamentosas. O neurologista destacou que o envelhecimento biológico e as patologias associadas são fatores decisivos na personalização do cuidado ao doente. Veja o vídeo.</p>



<figure class="wp-block-embed aligncenter is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="CARLOS CAPELA" src="https://player.vimeo.com/video/1175131433?h=d6b442491f&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">O especialista sublinhou as vantagens de fármacos como a cladribina, que se diferencia por concentrar o risco imunológico essencialmente no início do tratamento. Uma vez que o sistema imunitário se reconstitui e o medicamento permanece pouco tempo em circulação, reduz-se a pressão contínua sobre o organismo e a probabilidade de toxicidade ou conflitos com outros fármacos que o doente possa estar a tomar para patologias associadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Relativamente à abordagem clínica em doentes mais velhos, Carlos Capela distinguiu dois perfis de doentes: aqueles com diagnóstico tardio (após os 50 ou 60 anos), em que o foco inicial deve ser o controlo rigoroso da atividade da doença, e os doentes que foram diagnosticados em fases iniciais da vida e que envelhecem com a patologia. Em ambos os grupos, o especialista defende que, após garantir a eficácia e a estabilidade clínica, este tipo de terapêutica pode ser utilizado como uma &#8220;estratégia de saída&#8221;, permitindo um equilíbrio entre o controlo da esclerose múltipla e o perfil de segurança a longo prazo.</p>
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		<title>A importância dos dados de vida real e da eficácia precoce na esclerose múltipla</title>
		<link>https://myneurologia.pt/entrevistas/a-importancia-dos-dados-de-vida-real-e-da-eficacia-precoce-na-esclerose-multipla/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gonçalo Martins]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Mar 2026 10:02:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No âmbito da mais recente edição do Trust4Life, promovido pela Merck, a especialista Maria José Sá, da Unidade Local de Saúde de São João, destacou a relevância da partilha de experiências clínicas e da atualização científica contínua para otimizar o tratamento da esclerose múltipla. A médica sublinhou como estes encontros permitem discutir casos reais, promovendo [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">No âmbito da mais recente edição do Trust4Life, promovido pela Merck, a especialista <strong>Maria José Sá</strong>, da Unidade Local de Saúde de São João, destacou a relevância da partilha de experiências clínicas e da atualização científica contínua para otimizar o tratamento da esclerose múltipla. A médica sublinhou como estes encontros permitem discutir casos reais, promovendo uma personalização terapêutica que beneficia tanto os profissionais que se mantêm na vanguarda do conhecimento como os próprios doentes. Assista à entrevista.</p>



<figure class="wp-block-embed aligncenter is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="MARIA JOSÉ SÁ" src="https://player.vimeo.com/video/1175131645?h=495e71d29f&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
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<p class="wp-block-paragraph">A especialista enfatizou o valor dos estudos de vida real, que, ao contrário dos ensaios clínicos com populações rigidamente controladas e limitadas pela idade, refletem a diversidade da população real, incluindo doentes com diferentes comorbilidades e história da doença. Esta perspetiva é crucial para compreender o impacto de terapêuticas já amplamente utilizadas, permitindo analisar os benefícios alcançados quando aplicadas no tempo devido, bem como aprender com os desafios e atrasos terapêuticos que possam ter ocorrido na prática clínica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A mensagem central reforçada por Maria José Sá foca-se na necessidade de uma abordagem eficaz logo no início do diagnóstico, dado que a esclerose múltipla é uma doença de longo prazo. Segundo a especialista, a utilização de terapêuticas que controlem a doença de forma simples logo no início da doença e com um bom perfil de segurança é fundamental, garantindo flexibilidade para o futuro do doente. Sendo também possível, caso necessário, transitar para outras terapêuticas ou mesmo planear uma gravidez, abrangendo também pessoas com longo historial de tratamento, já em fases mais avançadas da vida.</p>
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		<title>Demência nas estruturas residenciais portuguesas: um desafio emergente para a Neurologia</title>
		<link>https://myneurologia.pt/opiniao/demencia-nas-estruturas-residenciais-portuguesas-um-desafio-emergente-para-a-neurologia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gonçalo Martins]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Mar 2026 16:49:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As estruturas residenciais para pessoas idosas (ERPI) emergem como um cenário crítico e muitas vezes invisível no acompanhamento das demências em Portugal. No âmbito do projeto SINDIA, o investigador Miguel Padeiro analisa como as desigualdades socioespaciais influenciam o diagnóstico e o cuidado nestas instituições, revelando que mais de metade dos residentes apresenta défice cognitivo, embora [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">As estruturas residenciais para pessoas idosas (ERPI) emergem como um cenário crítico e muitas vezes invisível no acompanhamento das demências em Portugal. No âmbito do projeto SINDIA, o investigador <strong>Miguel Padeiro</strong> analisa como as desigualdades socioespaciais influenciam o diagnóstico e o cuidado nestas instituições, revelando que mais de metade dos residentes apresenta défice cognitivo, embora uma parte significativa careça de diagnóstico formal. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo sublinha a urgência de uma maior colaboração entre a Neurologia e o setor social para superar barreiras económicas e territoriais que limitam o acesso a cuidados especializados. Leia o artigo do especialista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A demência assume uma importância crescente como uma das principais causas de dependência na velhice e como um desafio relevante para os sistemas de saúde e de cuidados de longa duração. Estima-se em cerca de 57 milhões o número de pessoas que vivem com demência no mundo, número que poderá atingir 153 milhões em 2050. Uma parte significativa das pessoas com demência acaba por viver em estruturas residenciais para pessoas idosas (ERPI), sobretudo nas fases mais avançadas da doença, quando as necessidades de supervisão e apoio se tornam mais intensas. Estas instituições constituem, assim, um dos principais contextos de vida para pessoas com défice cognitivo. Contudo, o conhecimento sobre a presença e distribuição da demência nas ERPI portuguesas tem permanecido relativamente limitado, e este contexto institucional continua a ocupar um lugar periférico nas discussões clínicas sobre demência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foi precisamente para compreender melhor esta realidade que o projeto “SINDIA &#8211; Desigualdades socioespaciais na demência” procurou analisar a distribuição territorial e institucional da demência em Portugal. Entre as várias componentes do projecto foi realizado um inquérito nacional dirigido às direcções técnicas de ERPI. A recolha de dados, realizada em 2024, reuniu respostas de 423 instituições distribuídas pelo território nacional, o que permitiu obter uma das primeiras estimativas de demência em larga escala em contexto de ERPI.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados revelaram uma presença muito significativa de deterioração cognitiva nas instituições residenciais. Em média, cerca de um terço dos residentes possui um diagnóstico formal de demência e mais de 20% apresenta indícios de declínio cognitivo, embora sem diagnóstico registado. Consideradas em conjunto, estas duas categorias indicam que mais de metade dos residentes apresenta algum grau de défice cognitivo. A elevada proporção de residentes sem diagnóstico registado sugere a existência de um fenómeno de subdiagnóstico institucional. Em muitas ERPI, a realização de avaliações cognitivas depende de recursos externos à instituição, nomeadamente consultas médicas especializadas. Se as equipas técnicas podem reconhecer alguns indícios de declínio cognitivo e adaptar as suas práticas profissionais do cuidado, a ausência de médicos residentes e a dificuldade de acesso regular a avaliações neuropsicológicas podem contribuir para que esse reconhecimento não se traduza num diagnóstico formal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este subdiagnóstico não ocorre de forma homogénea entre instituições. Os resultados indicam que as ERPI com mensalidades mais elevadas apresentam proporções mais altas de residentes com diagnóstico formal de demência, enquanto as instituições com mensalidades mais baixas registam percentagens relativamente superiores de residentes com declínio cognitivo sem diagnóstico formal. Este padrão sugere que o acesso ao diagnóstico pode depender, em parte, da capacidade institucional para mobilizar recursos clínicos ou da existência de residentes que já ingressam na instituição com avaliação médica prévia. Para além das diferenças associadas aos recursos institucionais, o estudo identificou também variações territoriais relevantes. Algumas regiões – tendencialmente as mais urbanizadas – apresentam proporções mais elevadas de diagnóstico formal de demência, enquanto noutras, mais rurais, a presença de declínio cognitivo sem diagnóstico registado é relativamente mais elevada. Estas diferenças podem reflectir desigualdades na disponibilidade de especialistas, na articulação entre cuidados de saúde primários e hospitalares ou na densidade de serviços de saúde especializados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estas desigualdades levantam questões importantes de equidade no reconhecimento e acompanhamento da demência. Num contexto em que as instituições residenciais concentram uma proporção significativa de pessoas com défice cognitivo, a visibilidade clínica da doença não deveria depender das condições económicas das instituições ou da sua localização geográfica. No entanto, os resultados sugerem que a formalização diagnóstica da demência pode ser influenciada por factores institucionais e territoriais que escapam ao domínio estritamente clínico. Para a neurologia, este cenário coloca um desafio particular. Se mais de metade dos residentes das ERPI apresenta algum grau de deterioração cognitiva, então estas instituições representam um dos principais contextos onde a demência é vivida no quotidiano. Grande parte da evolução clínica da doença decorre em espaços onde a presença regular de especialistas é limitada e onde a articulação com serviços hospitalares depende frequentemente de encaminhamentos pontuais. Isto significa que uma parte substancial das pessoas com demência passa largos períodos do seu percurso clínico fora dos circuitos habituais de acompanhamento neurológico, apesar de viver com necessidades clínicas complexas e progressivas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste sentido, as ERPI constituem contextos relevantes de observação clínica e de acompanhamento longitudinal da demência. As equipas que nelas trabalham lidam diariamente com manifestações cognitivas, comportamentais e funcionais da doença, ainda que nem sempre disponham dos instrumentos clínicos ou do apoio especializado necessários para enquadrar plenamente essas situações. Esta realidade abre espaço para novas formas de colaboração entre neurologistas e instituições residenciais, baseadas numa maior proximidade entre os serviços de saúde e os contextos institucionais onde a demência se manifesta de forma mais intensa. Por este motivo, é importante reconhecer o papel central das ERPI no percurso da demência e repensar a articulação entre o sector da saúde e o sector social. A crescente concentração de pessoas com demência em instituições residenciais torna evidente a necessidade de mecanismos mais estruturados de colaboração entre neurologistas, cuidados de saúde primários e equipas institucionais. Os programas de avaliação cognitiva sistemática, as consultas de ligação ou os modelos de apoio clínico às instituições podem contribuir para reduzir o subdiagnóstico e melhorar a qualidade dos cuidados prestados.<br><br><br><br><br><br><br>.</p>
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		<title>Dia Nacional do Doente com AVC: &#8220;Até 85% dos casos podem ser evitados&#8221;</title>
		<link>https://myneurologia.pt/entrevistas/dia-nacional-do-doente-com-avc-ate-85-dos-casos-podem-ser-evitados/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gonçalo Martins]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Mar 2026 16:39:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em Portugal, o acidente vascular cerebral (AVC) mantém-se como a principal causa de morte e incapacidade, com um impacto devastador: a cada hora, três portugueses sofrem um evento, resultando, estatisticamente, numa morte e numa sobrevivência com sequelas graves. A propósito do Dia Nacional do Doente com AVC, assinalado a 31 de março, Cristina Duque analisa, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph" id="block-812ee8cb-179f-4c56-a799-57719bf58a00">Em Portugal, o acidente vascular cerebral (AVC) mantém-se como a principal causa de morte e incapacidade, com um impacto devastador: a cada hora, três portugueses sofrem um evento, resultando, estatisticamente, numa morte e numa sobrevivência com sequelas graves. A propósito do Dia Nacional do Doente com AVC, assinalado a 31 de março, Cristina Duque analisa, em entrevista, o panorama atual da doença no país. Apesar dos avanços nas terapêuticas de perfusão e da redução da mortalidade global, a especialista alerta para a persistência de desigualdades regionais, o aumento de casos em adultos jovens e as lacunas no acompanhamento pós-alta. Sob o mote &#8220;tempo é cérebro&#8221;, a entrevista reforça a urgência de investir em Unidades de AVC e na literacia que pode salvar vidas.</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph"><strong>O retrato do AVC em Portugal: entre avanços e desigualdades</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O panorama atual do AVC em Portugal revela uma realidade de contrastes. Por um lado, a trajetória da última década é positiva: a taxa de mortalidade baixou significativamente, situando-se agora abaixo da média europeia. No entanto, a letalidade hospitalar global permanece estagnada nos 12%. &#8220;A cada hora, três pessoas sofrem um AVC. Uma delas ficará com sequelas e uma terá um desfecho fatal&#8221;, sublinha Cristina Duque.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um dado particularmente preocupante é o rejuvenescimento da doença: 20% dos eventos já ocorrem em adultos jovens, fruto da exposição precoce a fatores de risco como hipertensão e diabetes. Além disso, persistem assimetrias regionais, com os Açores e o Algarve a apresentarem taxas de mortalidade hospitalar superiores ao resto do país.</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph"><strong>Avanços terapêuticos e o <em>gold standard</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos últimos anos, Portugal registou um salto qualitativo nas terapêuticas. Contudo, a eficácia do tratamento depende criticamente do internamento. &#8220;Apenas cerca de metade dos doentes (42%) tem acesso a internamento em Unidades de AVC, que são o <em>gold standard</em> na prática clínica&#8221;, lamenta a especialista. O internamento nestas unidades especializadas é determinante para reduzir a mortalidade e acelerar a recuperação funcional, evitando complicações como infeções e atrasos na reabilitação.</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph"><strong>31 de março: mais do que uma efeméride, uma causa nacional</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Assinalar o Dia Nacional do Doente com AVC é, para a Sociedade Portuguesa de AVC (SPAVC), um momento de mobilização. Este ano, a campanha &#8220;11 dias, uma causa: vencer o AVC&#8221; percorre o país para reforçar a mensagem de que 85% dos casos podem ser prevenidos através do controlo da hipertensão, alimentação equilibrada e exercício físico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A literacia continua a ser a melhor arma de prevenção. Cristina Duque insiste na memorização da &#8220;regra dos três Fs&#8221;: face (desvio da boca), fala (dificuldade em falar), força (falta de força no braço). &#8220;Saber identificar estes sinais e ligar de imediato para o 112 pode definir a fronteira entre uma recuperação plena ou uma sequela grave&#8221;, alerta.</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph"><strong>O futuro e os investimentos prioritários</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Olhando para a próxima década, o objetivo é ambicioso: Portugal subscreveu a meta europeia de atingir 90% de internamentos em Unidades de AVC até 2030. Para tal, Cristina Duque defende investimentos estruturais urgentes em quatro eixos: expansão da rede de Unidades de AVC para garantir equidade territorial; criação de um registo nacional contínuo para identificar lacunas no percurso do doente; reforço do acompanhamento pós-alta, dado que apenas um quarto dos doentes tem uma consulta especializada aos três meses; aposta na reabilitação multidisciplinar, garantindo fisioterapia e terapia da fala de forma integrada na comunidade.</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph"><strong>Uma mensagem aos profissionais de saúde</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph" id="block-812ee8cb-179f-4c56-a799-57719bf58a00">No encerramento da entrevista, a especialista deixa um apelo à responsabilidade partilhada de todas as equipas multidisciplinares, desde os Cuidados de Saúde Primários à Reabilitação. &#8220;Cada segundo que ganhamos traduz-se em cérebro preservado e em qualidade de vida recuperada. Precisamos de todos para assegurar que o percurso ideal do doente seja uma realidade para todos os portugueses&#8221;, conclui.</p>
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		<item>
		<title>Recuperação pós-AVC: depressão, cognição e funcionalidade</title>
		<link>https://myneurologia.pt/atualidade/recuperacao-pos-avc-depressao-cognicao-e-funcionalidade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gonçalo Martins]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Feb 2026 11:50:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No 20.º Congresso Português do AVC, realizado em Braga, o simpósio Lundbeck “Depois do AVC: Depressão, Cognição e Recuperação Funcional” reuniu Neurologia e Psiquiatria para discutir o lado menos visível do pós-AVC. Moderado por Alexandre Amaral e Silva (neurologista, Hospital CUF Tejo) com participação de Ana Silva Pinto (psiquiatra, ULS Santo António), o encontro organizado [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">No 20.º Congresso Português do AVC, realizado em Braga, o simpósio Lundbeck “Depois do AVC: Depressão, Cognição e Recuperação Funcional” reuniu Neurologia e Psiquiatria para discutir o lado menos visível do pós-AVC. Moderado por <strong>Alexandre Amaral e Silva</strong> (neurologista, Hospital CUF Tejo) com participação de <strong>Ana Silva Pinto</strong> (psiquiatra, ULS Santo António), o encontro organizado pela SPAVC e pela SPNI centrou-se na tríade depressão, défice cognitivo e perda de funcionalidade, domínios frequentemente subvalorizados que se interpenetram e condicionam a qualidade de vida dos sobreviventes de AVC.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>“O sucesso da fase aguda permitiu-nos salvar vidas, mas o desafio atual é devolver qualidade a essas vidas”</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Alexandre Amaral e Silva abriu o simpósio sublinhando que falar de AVC em Portugal é falar da principal causa de morte e incapacidade.<sup>1</sup> Reconheceu melhorias na abordagem terapêutica, com redução da mortalidade.<sup>2</sup> Não obstante, segundo o especialista, cerca de metade dos doentes mantêm sequelas, com impacto pessoal, familiar, social e económico. Enfatizando que “AVC não é só défice motor”, destacou o peso do invisível: depressão (prevalência de 22–31% nos primeiros meses), défice cognitivo (&gt; 50%) incluindo demência (1 em 4 doentes) e incapacidade física/funcional (40–60%).<sup>3</sup> Estes três domínios da depressão, défice cognitivo e incapacidade funcional formam uma tríade interligada de incapacidade que reduz a qualidade de vida, aumentando a mortalidade, a exaustão do cuidador e a taxa de institucionalização. O moderador identificou os principais desafios clínicos: diagnóstico diferencial complexo, tempo limitado em consulta, barreiras de comunicação e o equilíbrio entre segurança e eficácia na farmacoterapia.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>“Sinto a cabeça mais lenta, como se os pensamentos pesassem”</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Ana Sofia Pinto trouxe a perspetiva psiquiátrica, apresentando os eixos clínicos da depressão e cognição ancorados num caso real: um homem de 68 anos com sequelas de poliomielite desde a infância, que sofreu AVC hemorrágico aos 65 anos, desenvolvendo epilepsia secundária. Divorciado há três anos, vive sozinho com apoio da irmã. Foi internado em janeiro de 2026 por agravamento depressivo grave com ideação suicida, precipitado por uma crise convulsiva que agravou a sua dependência funcional. A psiquiatra apresentou o perfil clínico: défice cognitivo ligeiro de domínio múltiplo (componentes executivo e amnésico) de provável etiologia vascular subcortical, síndrome depressiva pós-AVC e traços de rigidez de personalidade centrados na manutenção da autonomia. O doente mantinha sintomatologia depressiva apesar de medicado com sertralina 100 mg, ilustrando a necessidade de reavaliar a estratégia terapêutica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ana Sofia Pinto interrompeu a exposição do case para abordar a depressão como problema de saúde pública: a OMS projeta que em 2030 será a doença com maior peso social.<sup>4</sup> Em 2004, nos países de alto rendimento, as principais causas de DALYs incluíram a depressão unipolar (8,2%) acima da doença isquémica cardíaca (6,3%) e da própria doença cerebrovascular (3,9%).<sup>5</sup> A especialista referiu ainda uma prevalência de perturbações depressivas de 5,70% em Portugal.<sup>6</sup></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>“Não devemos ficar satisfeitos só porque o doente já não está tão triste”</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A oradora contextualizou a evolução do conceito de sucesso terapêutico na depressão: de apenas “resposta” nos anos 70 a “remissão” nos anos 90, até ao objetivo atual de “recuperação funcional completa”. Sublinhou que cerca de 50% dos doentes que atingem remissão não se consideram verdadeiramente recuperados, e que a persistência de sintomas residuais triplica o risco de recaída (76% vs. 25%).<sup>7,8</sup> Os sintomas cognitivos como diminuição da concentração, dificuldades de memória e lentificação do processamento estão entre os mais prevalentes (85–94% na fase aguda) e persistentes (39–44% mesmo após remissão), justificando uma abordagem terapêutica dirigida.<sup>9</sup></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Vortioxetina: mecanismo multimodal com efeito direto na cognição</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Ana Sofia Pinto apresentou a vortioxetina como antidepressivo com um perfil farmacológico diferenciado. Além da inibição do transportador da serotonina (SERT), atua como agonista dos recetores 5-HT<sub>1A</sub> , agonista parcial de 5-HT<sub>1B</sub> e antagonista de 5-HT<sub>1D</sub>, 5-HT<sub>3</sub>, 5-HT<sub>7</sub>.<sup>10</sup> Esta atividade multimodal traduz-se num impacto que vai além do humor, abrangendo cognição, aprendizagem e memória.<sup>11</sup> A oradora destacou que ao passo que com vortioxetina o efeito cognitivo é maioritariamente direto e independente da melhoria do humor, no caso da duloxetina, o que se encontra descrito é um efeito cognitivo maioritariamente indireto.<sup>12</sup> Em doentes idosos (≥65 anos), a vortioxetina demonstrou eficácia comparável à duloxetina na escala HAM-D<sub>24</sub>, apresentando-se como opção relevante numa população frequentemente afetada por depressão pós-AVC.<sup>11</sup></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Perfil de segurança adaptado ao doente pós-AVC</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A psiquiatra enfatizou as vantagens da vortioxetina nesta população vulnerável. Os dados de segurança, provenientes de mais de 3700 doentes em estudos de curto prazo (≤12 semanas), demonstram neutralidade sobre o peso corporal (aumento médio de 0,4 kg a longo prazo, similar ao placebo), ausência de efeitos cardiovasculares clinicamente relevantes e baixo potencial de interações medicamentosas, particularmente importante em doentes polimedicados com anti-hipertensores, antiagregantes e estatinas.<sup>11,13</sup> “É um medicamento que nos deixa mais tranquilos do que outros, como os tricíclicos ou a fluvoxamina”, afirmou. A náusea é o efeito adverso mais frequente, geralmente ligeira, transitória e mais comum às primeiras duas semanas de tratamento.<sup>11,13</sup></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Estratégia terapêutica e recuperação funcional</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">No caso apresentado, a oradora optou por um <em>switch</em> cruzado, reduzindo gradualmente a sertralina enquanto introduzia vortioxetina até 10 mg, evitando deixar o doente sem cobertura antidepressiva. De acordo com a psiquiatra, esta estratégia resultou em melhoria da sintomatologia depressiva e ansiosa, com recuperação funcional durante o internamento. Ana Sofia Pinto sublinhou que o objetivo terapêutico deve centrar-se na funcionalidade quotidiana, avaliada por instrumentos como a escala UPSA, onde a vortioxetina demonstrou superioridade significativa face ao placebo e à duloxetina.<sup>14</sup> “Às vezes investe-se muito numa fisioterapia agressiva quando o que é preciso é preservar a funcionalidade nas atividades de vida diária”, concluiu, reforçando que a autonomia é frequentemente o principal motivador destes doentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph"><strong>Referências</strong></p>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph"><strong>1. </strong>Causas de Morte (Portugal). [Internet]. Lisboa: Instituto Nacional de Estatística; 2025 [citado 4 de fevereiro de 2026]. Disponível em: https://www.ine.pt/xportal/xmain?DESTAQUESdest_boui=706996012&amp;DESTAQUESmodo=2&amp;xpgid=ine_destaques&amp;xpid=INE&amp;utm;<strong> 2. </strong>Portugal &#8211; Doenças Cérebro-Cardiovasculares em números &#8211; evolução nos últimos anos[Internet] Lisboa: Direção-Geral de Saúde; 2020 [citado 4 de fevereiro de 2026]. Disponível em: https://www.backoffice.dgs.pt/upload/DGSv9/ficheiros/i031328.pdf;<strong> 3. </strong>El Husseini N, Katzan IL, Rost NS, Blake ML, Byun E, Pendlebury ST, et al. Cognitive Impairment After Ischemic and Hemorrhagic Stroke: A Scientific Statement From the American Heart Association/American Stroke Association. Stroke. 2023 Jun;54(6):e272-e291. doi: 10.1161/STR.0000000000000430; <strong>4.</strong> World Health Organization. Global burden of mental disorders and the need for a comprehensive, coordinated response from health and social sectors at the country level, pág. 1 [Internet]. Geneva: World Health Organization; 2011 [citado 4 de fevereiro de 2026]. Disponível em: https://apps.who.int/gb/ebwha/pdf_files/EB130/B130_9-en.pdf; <strong>5.</strong> World Health Organization. The global burden of disease: 2004 update, Tabela 13 [Internet]. Geneva: World Health Organization; 2008 [citado 4 de fevereiro de 2026]. Disponível em: https://iris.who.int/server/api/core/bitstreams/35a591a8-9bf5-4bbe-a7ff-8612ea36fa7f/content; <strong>6.</strong> World Population Review. Depression Rates by Country 2022, pág. 20 [Internet]. Geneva: World Health Organization; 2022. [citado 4 de fevereiro de 2026]. Disponível em: https://iris.who.int/server/api/core/bitstreams/6bab42bc-df0f-4f68-a86d-28ebedb85e42/content; <strong>7.</strong> Zimmerman M, Martinez JA, Attiullah N, Friedman M, Toba C, Boerescu DA, et al. Why do some depressed outpatients who are in remission according to the Hamilton Depression Rating Scale not consider themselves to be in remission? J Clin Psychiatry. 2012 Jun;73(6):790-5. doi: 10.4088/JCP.11m07203; <strong>8.</strong> Paykel ES, Ramana R, Cooper Z, Hayhurst H, Kerr J, Barocka A. Residual symptoms after partial remission: an important outcome in depression. Psychol Med. 1995 Nov;25(6):1171-80. doi: 10.1017/s0033291700033146; <strong>9.</strong> Conradi HJ, Ormel J, de Jonge P. Presence of individual (residual) symptoms during depressive episodes and periods of remission: a 3-year prospective study. Psychol Med. 2011 Jun;41(6):1165-74. doi: 10.1017/S0033291710001911; <strong>10.</strong> Sanchez C, Asin KE, Artigas F. Vortioxetine, a novel antidepressant with multimodal activity: review of preclinical and clinical data. Pharmacol Ther. 2015 Jan;145:43-57. doi: 10.1016/j.pharmthera.2014.07.001; <strong>11.</strong> Katona C, Hansen T, Olsen CK. A randomized, double-blind, placebo-controlled, duloxetine-referenced, fixed-dose study comparing the efficacy and safety of Lu AA21004 in elderly patients with major depressive disorder. Int Clin Psychopharmacol. 2012 Jul;27(4):215-23. doi: 10.1097/YIC.0b013e3283542457; <strong>12.</strong> McIntyre RS, Harrison J, Loft H, Jacobson W, Olsen CK. The Effects of Vortioxetine on Cognitive Function in Patients with Major Depressive Disorder: A Meta-Analysis of Three Randomized Controlled Trials. Int J Neuropsychopharmacol. 2016 Jun 15;19(10):pyw055. doi: 10.1093/ijnp/pyw055; <strong>13.</strong> Agência Europeia do Medicamento – Brintellix. [Internet]. Amesterdão; [citado 04 de fevereiro de 2025]. Disponível a partir de: https://www.ema.europa.eu/pt/documents/product-information/brintellix-epar-product-information_pt.pdf; <strong>14.</strong> Mahableshwarkar AR, Zajecka J, Jacobson W, Chen Y, Keefe RS. A Randomized, Placebo-Controlled, Active-Reference, Double-Blind, Flexible-Dose Study of the Efficacy of Vortioxetine on Cognitive Function in Major Depressive Disorder. Neuropsychopharmacology. 2016 Nov;41(12):2961. doi: 10.1038/npp.2016.181.</p>
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