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	<title>Beatriz Pina, Author at My Neurologia</title>
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	<description>Plataforma multimédia dirigida à comunidade médica da área da neurologia e outros profissionais de saúde envolvidos no tratamento das doenças do foro neurológico.</description>
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		<title>Avanços na esclerose múltipla e perspetivas de tratamento oral precoce</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Pina]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Dec 2025 11:31:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No âmbito do ECTRIMS 2025, Sónia Batista, especialista em Neurologia da ULS de Coimbra destacou como principais novidades a apresentação formal dos critérios de diagnóstico de 2024, que já tinham sido discutidos anteriormente, mas que foram recentemente publicados. Segundo a especialista, “são critérios muito importantes para mudar o modo como nós fazemos o diagnóstico, o [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">No âmbito do ECTRIMS 2025, <strong>Sónia Batista</strong>, especialista em Neurologia da ULS de Coimbra destacou como principais novidades a apresentação formal dos critérios de diagnóstico de 2024, que já tinham sido discutidos anteriormente, mas que foram recentemente publicados. Segundo a especialista, “são critérios muito importantes para mudar o modo como nós fazemos o diagnóstico, o intuito é fazermos o diagnóstico cada vez mais precocemente. E a grande novidade é que pode ser feito mesmo antes do início da clínica”. Leia a entrevista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro ponto relevante que a especialista salientou foi a sessão sobre a cognição na esclerose múltipla, apresentada por Maria Pia Amato. Nesta sessão, foi destacado o conhecimento atual sobre esta manifestação da esclerose múltipla e foi proposto um plano de ação para os próximos anos, com ênfase em considerar a preservação da cognição como uma meta de tratamento. Sónia Batista sublinhou: “Sublinhou-se importância da mudança da prática clínica, destacando-se que a preservação da cognição é uma necessidade obrigatória e deverá ser um objetivo primordial do tratamento e. não pode ser deixada para segundo plano”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sobre a nova evidência científica relacionada com o ozanimod, a especialista comentou o <strong>estudo AppreZiate</strong>, multicêntrico, de vida real, realizado em Espanha. A neurologista considera este tipo de estudos especialmente valioso, pois “mostram aquilo que acontece com os doentes reais que vemos na nossa prática clínica. Os resultados vão de encontro àquilo que nós também já sabemos dos ensaios pivotais, mas que é sempre bom verificar com este tipo de dados”. Salienta-se a eficácia do ozanimod, traduzida pelo <strong>controlo da taxa de surtos, manutenção da progressão de incapacidade e preservação cognitiva.</strong> Como destaca a especialista: “Mais de 94% dos doentes mantiveram-se sem surtos […] e 73% dos doentes tiveram uma melhoria significativa do desempenho cognitivo, medido através do SDMT”. O estudo AppreZiate contribui para posicionar o ozanimod como uma opção oral de primeira linha para a esclerose múltipla surto-remissão em fases precoces da doença. Além disso, os biomarcadores relacionados com dano neuronal e neuroinflamação, como os níveis de sNfL e sGFAP, mantiveram-se controlados e estáveis, refletindo proteção neuroaxonal. Outro ponto importante é a satisfação dos doentes, que “sentem-se satisfeitos com o tratamento”, reforçando a adesão e conveniência do fármaco.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O estudo AppreZiate contribui para posicionar o ozanimod como uma opção oral de primeira linha para a esclerose múltipla remitente-recorrente precocemente.</strong> “Estes dados de eficácia e também a própria durabilidade destes efeitos positivos que os doentes reportam vem reforçar que é um fármaco que poderá controlar a doença eficazmente e que deve ser considerado como a <strong>primeira opção logo no início da doença”.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Quanto à importância do ECTRIMS, Sónia Baptista salientou que é “um evento muito especial porque é lá que são divulgadas as grandes novidades que ocorrem na área da Esclerose Múltipla e que se têm traduzido numa melhoria dos cuidados assistenciais para os nossos doentes”. O congresso permite aos especialistas acompanhar a evolução da prática clínica, absorver novas informações e trocar impressões com colegas nacionais e internacionais. A especialista explicou que a esclerose múltipla “é uma doença que tem um impacto tão grande na vida dos doentes, doentes que acompanhamos desde muito jovens, e com quem acabamos por criar alguma relação de proximidade. Sentimos que vamos [ao ECTRIMS] buscar estratégias para depois aplicar na nossa prática e proporcionar melhor qualidade de vida aos nossos doentes”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, o ECTRIMS fomenta a comunidade de neurologistas que se dedica à esclerose múltipla, permitindo debates informais, troca de experiências e inspiração para a prática clínica. “Somos uma comunidade de neurologistas relativamente pequena, acabamos por nos conhecer todos e naqueles dias não só absorvemos a informação que nos é transmitida nas sessões como depois temos a oportunidade de informalmente trocar impressões e discutir como é que isso vai modificar a nossa prática clínica”. Finalmente, a especialista reforça o entusiasmo que o congresso traz: “É um evento muito esperado por nós anualmente”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O evento ocorreu nos dias 24 a 26 de setembro, em Barcelona.</p>
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		<title>ECTRIMS 2025 trouxe uma visão mais clínica e centrada na segurança dos fármacos já existentes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Pina]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Dec 2025 11:22:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ernestina Santos, neurologista e responsável pela consulta de esclerose múltipla da Unidade Local de Saúde de Santo António, esteve presente no Congresso ECTRIMS 2025. Para a especialista, o congresso foi “muito mais clínico do que o habitual”, com menor enfoque em novos fármacos e maior atenção à segurança e otimização das terapêuticas já existentes. “Exploraram-se [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong>Ernestina Santos</strong>, neurologista e responsável pela consulta de esclerose múltipla da Unidade Local de Saúde de Santo António, esteve presente no Congresso ECTRIMS 2025. Para a especialista, o congresso foi “muito mais clínico do que o habitual”, com menor enfoque em novos fármacos e maior atenção à segurança e otimização das terapêuticas já existentes. “Exploraram-se diferentes formas de usar os fármacos, como alargar os intervalos das tomas ou baixar as doses, mantendo a eficácia, mas melhorando a segurança”. Neste contexto, um dos temas recorrentes foi o risco de infeção associado às terapias com fármacos anti-CD20.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ernestina Santos salientou também o entusiasmo crescente em torno de novas abordagens terapêuticas, como os inibidores da BTK e a terapia CAR-T, embora ainda em fases iniciais de investigação. “Dos inibidores de BTK ainda está tudo a decorrer, não trouxeram grandes novidades, mas estamos todos com grandes expectativas. E começou-se a falar muito na terapia CAR-T na esclerose múltipla, mas é ainda uma promessa a longo prazo”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Relativamente à nova evidência científica sobre <strong>o ozanimod, a neurologista destacou os resultados do estudo AppreZiate,</strong> apresentados no congresso. “O que importa salientar é a <strong>elevada eficácia do fármaco</strong>, com uma taxa de surtos significativamente baixa face aos períodos anteriores ao início do tratamento. Em termos cognitivos, observou-se estabilidade, sem progressão, e o perfil de segurança manteve-se favorável, com efeitos adversos pouco frequentes”. A especialista <strong>sublinhou ainda a preservação cortical observada no estudo, “ao medir a espessura do córtex, verificou-se que se mantém preservada”</strong>, e valorizou a inclusão de populações da Europa Ocidental, uma vez que os ensaios anteriores focaram sobretudo na Europa de Leste. Esta diversidade permite uniformizar os resultados e reforçar a sua generalização entre diferentes regiões.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na sua perspetiva, este conjunto <strong>de evidência posiciona o ozanimod como uma opção oral de primeira linha para doentes com esclerose múltipla remitente-recorrente em fase inicial.</strong> “É um bom fármaco para começar em doentes com critérios de doença ligeira a moderada. O ozanimod é uma excelente opção: toma única diária, muito bem tolerado, com poucos efeitos adversos e dados de eficácia muito robustos”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, Ernestina Santos descreve o ECTRIMS 2025 como um evento “particularmente marcante”. Este ano, segundo a especialista, o congresso distinguiu-se por uma abordagem mais abrangente e transversal. “Foi um congresso diferente. Não foi apenas sobre esclerose múltipla, foi mais de Neuroimunologia, incluiu outras doenças. Falaram muito mais de neuromielite ótica que o habitual”, comenta, sublinhando ainda a introdução de novos temas no programa científico. “Antes mesmo do congresso começar, o curso prévio incluiu encefalite, penso que foi a primeira vez que isto aconteceu, o que marca uma grande diferença”. Além disso, a especialista referiu que “foi um congresso enorme, com quase 9000 participantes, e não teve nada de europeu, foi mesmo um congresso à escala mundial”. Para a neurologista, esta diversidade reflete a relevância global do encontro. “Mostra que é um congresso de qualidade, ao nível do melhor que se faz no mundo em investigação e prática clínica na esclerose múltipla”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O evento ocorreu nos dias 24 a 26 de setembro, em Barcelona.</p>
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		<title>Enxaqueca: “Uma doença neurológica com grande impacto na nossa sociedade”</title>
		<link>https://myneurologia.pt/entrevistas/enxaqueca-uma-doenca-neurologica-com-grande-impacto-na-nossa-sociedade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Pina]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Sep 2025 08:43:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A enxaqueca continua a ser uma das condições neurológicas mais prevalentes e incapacitantes em Portugal, mas frequentemente subdiagnosticada e subvalorizada. Estima-se que 1,5 a 2 milhões de portugueses sofram de enxaqueca. A propósito do Dia Europeu de Ação contra a Enxaqueca, assinalado em setembro, Filipe Palavra, especialista em Neurologia e presidente da Sociedade Portuguesa de [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">A enxaqueca continua a ser uma das condições neurológicas mais prevalentes e incapacitantes em Portugal, mas frequentemente subdiagnosticada e subvalorizada. Estima-se que 1,5 a 2 milhões de portugueses sofram de enxaqueca. A propósito do Dia Europeu de Ação contra a Enxaqueca, assinalado em setembro, <strong>Filipe Palavra</strong>, especialista em Neurologia e presidente da Sociedade Portuguesa de Cefaleias, sublinha a enorme carga pessoal, social e económica associada à doença. Assista à entrevista.</p>


<p><iframe src="https://player.vimeo.com/video/1117507698?h=f0932195c4&amp;badge=0&amp;autopause=0&amp;player_id=0&amp;app_id=58479" width="780" height="439" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" title="Enxaqueca: “Uma doença neurológica com grande impacto na nossa sociedade”"></iframe></p>


<p class="wp-block-paragraph">Além da dor em si, a enxaqueca compreende um conjunto alargado de manifestações clínicas, uma vez que “a crise começa muito antes da dor e pode continuar após a dor desaparecer”, alerta. A carga da doença é expressiva: uma em cada cinco mulheres, um em cada 16 homens e uma em cada 11 crianças ou adolescentes poderá sofrer desta condição clínica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos últimos anos, a abordagem terapêutica à enxaqueca evoluiu significativamente, impulsionada pelo avanço no conhecimento da fisiopatologia, nomeadamente do papel do peptídeo relacionado com o gene da calcitonina (CGRP). “Temos hoje medicamentos dirigidos especificamente à via do CGRP – anticorpos monoclonais e antagonistas orais do respetivo recetor – que já demonstraram eficácia significativa na prática clínica”, salienta. Ainda assim, o acesso a estes tratamentos é condicionado por critérios rigorosos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A enxaqueca pediátrica é outro foco emergente. “Acreditamos que atuar cedo pode mudar o curso natural da doença”, afirma Filipe Palavra. A valorização precoce dos sintomas e a procura atempada de ajuda médica são fundamentais para uma gestão eficaz. E, apesar do progresso, continua a faltar reconhecimento institucional. “Estima-se que a enxaqueca tenha uma prevalência superior à da diabetes e da asma juntas, mas ainda não é tratada com a mesma prioridade, em termos de políticas públicas”, refere o especialista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse sentido, tem havido um trabalho articulado entre a Sociedade Portuguesa de Cefaleias e a MIGRA para sensibilizar decisores políticos sobre o impacto da doença e a necessidade de maior comparticipação e acessibilidade a terapias inovadoras, tendo em conta que “a enxaqueca não é só uma dor de cabeça, vai muito além disso e tem um impacto pessoal, familiar e social muito significativo”, reforça.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A propósito do Dia Europeu de Ação contra a Enxaqueca, Filipe Palavra dirige-se aos profissionais de saúde que tratam estes doentes: “Diagnostiquem, tratem e façam uso dos medicamentos disponíveis. Quanto mais cedo atuarmos, melhor será o controlo da doença e maior será o impacto na qualidade de vida das pessoas com o diagnóstico de enxaqueca”.</p>
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